Comentando o que foi lançado no 1º semestre de 2015, época que o “Why, Dougie?” nem existia

Todo final de ano todas as pessoas do mundo fazem suas retrospectivas do ano de 2015 (No qual eu fiz vários nadas) sobre várias coisas. Com Asian pop não é diferente, e meio mundo já está praticamente acabando com suas listas de melhores músicas do ano, melhores comebacks, melhores polêmicas, melhores qualquer coisa por aí. Eu vou fazer a mesma retrospectiva? Vou, mas primeiro tenho que comentar o que rolou de interessante para mim, e repito, PARA MIM no 1º semestre do ano (O que significa que se você está esperando que eu comente sobre algum daqueles lixos que SNSD ou Big Bang lançaram até o início de Julho, vai morrer na espera), que era a época em que o blog sequer existia. Esse post ficará ENORME, e isso porque nem vou comentar tudo que eu queria comentar, então respirem fundo, foco na leitura porque vou comentar sobre vários lançamentos de uma só vez (Não na ordem de lançamento, necessariamente), faça um lanche gostoso aí para não passar fome e vamos em frente.

Para começar, 3 dos meus 5 Girlgroups favoritos fizeram comeback nesse 1º semestre. O Davichi veio com nova empresa e nova sonoridade: Elas largaram as ballads mais fantasiosas e apostaram em baladinhas bem mais clássicas na K-Music com “Davichi Hug”. Mesmo que para muita gente não tenha grande diferença, foi interessante ver um Davichi mais sóbrio e maduro nas duas Title Tracks Cry Again e Sorry, I’m Happy, mesmo com ambos não rendendo tanto na minha playlist, pois a discografia do Davichi tem coisas bem melhores para ouvir. Elas ainda lançaram um dos principais hits de 2015, Two Lovers junto com Mad Clown. Mas a melhor música do Davichi em 2015 foi Two Women’s Room, uma ballad acústica e bastante suave na qual mostra um novo lado dos vocais tanto de Haeri quanto de Minkyung.

Dal Shabet retornou com Joker Is Alive, o melhor mini-álbum delas na carreira (Algo que não é muito complicado mesmo). A title track Joker ganhou mais destaque com a polêmica da KBS ter censurado elas por conta da coreografia e da pronúncia de Joker lembrar algo que significa Pau grande do que pela música em si, que é um pop basicão remetendo AOA que era lançado quinzenalmente no K-pop em 2014, mas que Dal Shabet ganha passe livre por ser um dos meus grupos faves no capope. O próprio mini tem faixas melhores para promoção, como I’m Not, um dos melhores pop aegyo do ano (E que Minx deveria estar lançando como single ao invés de ser album track do Dal Shabet) e Obsessed, pop dos anos 90 sem tirar nem por e que aí sim, Dal Shabet deveria lançar e tirar essa agonia de ficar como grupo intermediário da K-music e pegar seu lugar no spotlight.

Por fim, Crayon Pop lançou seu 2º mini-álbum FM, e elas foram as que melhor acertarem na escolha de single entre as 3 (E as que mais floparam também). FM é farofão cute que destacou Crayon Pop da onda de xerox do SNSD aegyo que inundou e encheu o saco esse ano, junto ao MV super sentai que é quase que uma pérola do K-pop em vídeo, e que Crayon Pop poderia estar lançando no Japão tranquilamente. Momoiro Clover Z deveria estar lançando cópias de FM aos montes ao invés daqueles troços que elas lançam mensalmente lá no Japão.

Mas não tem como reclamar de MomocloZ (Pelo menos esse ano) quando elas lançaram a colaboração mais ironicamente icônica da história da Asian Pop recente, a ridícula YUMENO UKIYONI SAITEMINA em parceria com o KISS. A música tolerável e o vídeo incrivelmente bom se tornam coadjuvantes se levar em conta o apocalipse do Heavy Metal que aconteceu quando essa parceria foi anunciada. Sério, quantos metaleiros tiveram que repensar suas vidas ao ver as suas lendas do Heavy Metal se humilhando em fazer feat. com as queridinhas da Denpa music para vender 300 cópias da sua coletânea no Japão? Isso é o glory moment daqueles que não aguentavam mais ter seu ritmo favorito sendo denegrido por rosqueiros/metaleiros que acham que o rock/metal é a coisa mais bucetuda e diferentona que o mundo proporcionou. E se você ainda não viu essa gema preciosa, essa é a hora:

Outra colaboração icônica (De verdade, e não por deboche como o feat. acima) foi a parceria entre Jolin Tsai e Namie Amuro, “I’m Not Yours”, lançada em 2014 no PLAY mas que ganhou MV esse ano. Não fomos agraciados com Namiesus Amuro dançando e/ou demonstrando algum esforço para gravar isso, mas a edição, os cenários, a Jolin, o orçamento, a riqueza, o brilho desse vídeo, está tudo muito muito muito bom e a sua favorita deve estar chorando até hoje por não ter metade do orçamento que Jolin e/ou qualquer ato de Taiwan recebe para gravar seus vídeos.

Namie Amuro ainda garantiu o lançamento do emblemático _genic. Em síntese, _genic é pop/EDM basicão de Top 40 aos montes, mas é algo tão bem feito que, mesmo derivativo de tudo, ainda sim consegue ter algo que especifica que isso é um lançamento de Amuro. O único crime desse álbum é a falta de um vídeo para Photogenic, que é uma das melhores músicas do ano, mas para compensar veio um vídeo bastante criativo e interessante para Golden Touch, na qual você coloca seu dedo no meio da tela e interage com o vídeo ao invés de ficar só assistindo.

Namie não foi a única J-velha a lançar álbum novo no 1º semestre. Comemorando os 15 anos de carreira, Koda Kumi lançou WALK OF MY LIFE, na qual Koda trouxe um pop/urban que ela lançava na década passada aos montes e que por alguma razão deu uma segurada nos últimos anos. Foi um álbum bastante sólido, consistente e que mesmo com DEZESSEIS FAIXAS consegue ser bastante agradável, deixando J.LO morrendo de inveja pois não conseguiu fazer a mesma coisa com aquele A.K.A dela ano passado. Koda apenas lançou o que sabe lançar de melhor, e o resultado foi um álbum que não tem uma música que muda a vida de alguém, mas é bem legal e divertido, que é o que um álbum pop deve fazer. Algo que representa bem o que quero dizer é Like It, um pop com hip hop bastante divertidinho.

Ayu também retornou no primeiro semestre com o álbum A ONE, e assim como Kumiko, também lançou as músicas que já lançou aos montes na outra década, o que no caso de Ayu são baladas orquestradas de meia hora de duração e uns rock pesados trevosos com ela gritando por cima de guitarras em metade da música. A ONE é quase que um pedido de desculpas de Ayu para sua fanbase depois que eles quase a queimaram viva depois do lançamento do COLOURS, mas musicalmente é bastante agradável e bem melhor do que Ayu estava lançando nos últimos 5 anos, com músicas que marcam presença nas minhas playlists até hoje, como Last Minute e a sempre destacável WARNING.

Seguindo essa linha rock trevosa, A-Mei resolveu renascer seu alter-ego do demônio Amit e lançar AMIT2 que cumpre muito melhor a cota de álbum rock trevoso para futuros pactos anual e que as viúvas de Evanescence deviam conhecer ao invés de ficarem implorando para Amy Lee gravar um álbum de verdade ao invés de mandar uns covers por aí. Eu realmente não fazia ideia de quem era A-mei/Amit até esse ano, mas foi uma das descobertas mais prazerosas que tive esse ano, porque AMIT2 tem muita referência circense nas suas músicas, deixando uma coisa de circo macabro que eu AMO ouvir, especialmente nessa Freak Show que é espetacular. Como os metaleiros na sua incursão ao rock asiático deram praise para BABYMETAL ao invés dela eu não sei.

Outra preciosidade que descobri esse ano foi a adorável chay. Só que diferente de Amit, chay foi pelo caminho oposto lançando várias faixas pop com som de anos 80 resolvendo emular os anos 50/60, todas bastante fofas e amáveis, e eu não consigo resistir a um retrozão bem feito feito por asiáticos (Como já disse, é a melhor coisa que o Asian Pop pode proporcionar). O resultado disso foi o Heart Couture, um álbum muito bonitinho de ouvir com todo esse conceito 50/60 passeando pelo álbum, liderado por um dos hits japoneses de 2015 no mercado digital, Anata Ni Koi Wo Shite Mimashita.

Mas vamos voltar pra Coreia um pouquinho e comentar sobre o miss A, que deve ter o maior hit de girlgroup esse ano (Ou é delas ou é do SISTAR esse título). Only You tem tanto instrumento de sopro no meio da música que por algum momento dá para pensar que isso poderia ser alguma faixa do Brave Brothers. Mas para algo ser Brave Brothers você primeiro se pergunta: É algo que AOA lançaria? Não, então Only You ganha uns pontos por não ser tão basicão. Embora a faixa que é O DESTAQUE desse comeback não é nem Only You, e sim a cataclísmica Love Song, uma das faixas que vai mudar a sua vida depois de ouvir.

Mas AOA e Brave Brothers voltaram no 1º semestre também e com mais pop basicão *o* Eu não dava muita moral para Heart Attack na época que foi lançada, mas hoje estou amando essa farofa pronta sendo um dos melhores comebacks de verão. É uma pena que o mini-álbum não tenha nada tão interessante como o mini do miss A teve para fazer valer a pena, pois Heart Attack sozinha não tem força para ser destaque do ano, mas é o que AOA se propõe a fazer. Elas não vão tentar reinventar a roda se podem comprar um modelo bom que já existe e que agrada todo mundo, e às vezes é melhor assim do que tentar inovar e sair uma bela bosta.

E não dá para falar de comeback de verão sem falar de SISTAR, que esse ano apostou no seu 3º summer comeback em 5 anos de carreira (Mais avançado que isso só KARA no Japão). A descrição que tenho para Shake It é quase a mesma que dei para Heart Attack ali em cima, com a diferença de que Shake It não é uma produção do Brave Brothers, mas sim de Duble Sidekick, então se vocês querem minha opinião sobre isso é só reler o comentário sobre AOA ali.

Agora um acerto de Duble Sidekick esse ano sem dúvida foi Excuse Me, do BESTie. E que acerto, por sinal. É outra música que parece Brave Brothers de tanto sopro no instrumental, e mais uma música que AOA não lançaria (A Coreia resolveu fazer Brave Brothers melhor que Brave Brothers esse ano) mas que ganha um plus ENORME com os vocais das integrantes aí. Não só o single, mas todas as faixas derivativas mas boas do Love Emotion fazem desse um álbum muito bom e que elas nunca conseguiriam fazer dentro do EXID (Mesmo que EXID seja mais “autêntico” no seu som btw).

Tanto papo de produtor coreano mas tenho que dar algum spotlight para Yasutaka Nakata, o produtor trend da música japonesa. Nakata não teve um 2015 muito favorável (Produziu uns singles aí para suas crias, gravou um álbum meia boca para ele mesmo e acabou), mas deu para Perfume a melhor farofa EDM de 2015 (Isso se eu não achar uma farofa apocalíptica no meu HD nesses últimos 5 dias do ano). Pick Me Up começa com um batidão estrondoso e do nada é seguido por um violão, que do nada é cortado da música para dar lugar a um upbeat crescente no pré-refrão e quando você menos espera dá de cara com 3 autotunes com um pouco de voz gritando para escolherem elas, para encerrar ainda com um dance break. E o pior é que tudo isso funcionou junto e o que poderia ser uma grande merda acabou como uma das coisas mais icônicas do Asian Pop esse ano.

Outra farofa bestial do Asian Pop esse ano foi Crazy, do 4minute. Todo aquele papo de 4minute #revamped foi só para falar que elas largaram aquelas músicas divertidinhas que não levavam elas pra lugar nenhum e agora estarão adeptas aos farofões urban, e que 2NE1 deveria prestar atenção nos moves delas pois farofão urban é exatamente o que 2NE1 faz desde 2009. E caso 2NE1 exploda de vez ano que vem caso alguém ali não queira renovar contrato, 4minute já está marcando presença e fazendo seu papel para cobrir esse espaço (O comeback com produção do Skrillex para o mês que vem não me deixa mentir).

Indo na contra mão disso mas sem perder o fator #revamped, Gain resolveu largar o tango que ela já estava perdendo a mão por alguns instantes e resolveu afrontar o cristianismo com Paradise Lost. A música já é sensacional, com um ÓRGÃO no instrumental sustentando a faixa (Cadê sua bias fazendo isso decentemente?) mas o MV com ela sendo a representação da Eva (porn ver.) junto a coreografia da cobra e a uma ambientação de fim do paraíso impecável deixa tudo ainda mais icônico (Cadê sua bias fazendo isso decentemente?). Embora eu espere Gain voltando pro tango nosso de cada dia em 2016, não seria nada mal Gain ousar na sua carreira solo mais uma vez.

Esta aí o resumão do resumão do 1º semestre de 2015. Se eu for continuar isso aqui não vou terminar nunca, e ainda tenho outros 2 posts especiais de fim de ano para preparar, mas não deixa de comentar algo que passou batido aqui mas merecia toda a aura icônica que não passou por aqui (Ou algo que deveria ter ganho um passe livre mas não ganhou por ser a sua fave e não a minha). Lembrando: Não é porque não citei aqui que ela não irá aparecer na lista das minhas músicas do ano de 2015 que deve sair daqui a dois ou três dias, esse post foi só para citar algumas coisas do 1º semestre para não deixar 6 meses resumidos em um único post de fim de ano. Então, até lá ❤

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2 comments

  1. Esse post me deu vergonha na cara pra finalmente ir googlera (youtubear, facebookear, e tudo que seja online e que se possa enfiar um -ar no final) a A-Mei, já “conhecia” ela há um bom tempo mas nunca tive coragem de pesquisar mais a fundo… eu ia sugerir Brown Eyed Girl e Wonder Girls com seus respectivos destruidores de pregas, daí lembre q esse post só se referia ao primeiro semestre heheh…

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  2. Eu ainda nem ouvi esse álbum “Genic” da Namie… O único que ouvi e que amei, foi “Fell” que, nossa, é um álbum maravilhoso. E sobre Kumi: Esse álbum “Walk of my life” é muito bom também. A sonoridade é gostosa de ouvir, algo que não sinto desde “Black Cherry”. Agora, sobre Ayuzão: Eu sou muito suspeito para falar dela, mas, esse ano foi bom à ela. Normalmente seus álbuns tendem a diminuir em vendas, porém as vendas de “A One” vendeu o mesmo de “Colours”. Espero que 2016 seja melhor para ela.

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