ALBUM REVIEW #03: Ayumi Hamasaki – MADE IN JAPAN (11.05.2016)

Daí que numa Beyoncézada fodida nesse mais novo plot twist da carreira de Ayumi Hamasaki, ela liberou para um serviço de stream japonês seu mais novo álbum “MADE IN JAPAN”. De fato Ayu está tentando de tudo para sair do ostracismo atual e voltar a ser relevante para o mercado japonês (Álbum mais pop dance com COLOURS, álbum throwback com A ONE e agora lançamento surpresa do MADE IN JAPAN), mas de nada adianta o álbum ser lançado de mil maneiras diferentes se não tiver músicas que o segurem e façam valer o fato de ser solto sem nenhum buzz. Então vamos ver se Ayu tenta mudar seu som e falhar que nem COLOURS, faz um bom álbum porém safe e mesmice demais feito A ONE, ou se Ayu resolve pegar a qualidade de ambos os dois álbuns e resolva fazer um álbum que agrade gregos e troianos (Algo que não acontece já tem quase uma década). Review logo abaixo.

INFOS GERAIS

File:Made in Japan by Hamasaki Ayumi.jpg

Artista: Ayumi Hamasaki
Álbum: MADE IN JAPAN
Lançamento: 11/05/2016 (Stream no AWA); 29/06/2016 (Versão física)
País: Japão
Nota do Blog: 35/100 (Ruim/Regular)
Top 5: Summer Love, tasky (INTRO), Many Classic Moments (COVER), FLOWER e Survivor
Download do álbum: Aqui

O ÁLBUM

Então… Se tem uma coisa que dá para dizer de positivo desse álbum para eu não colocar como ruim ou péssimo na nota final é que Ayu consguiu dar um conceito sólido para o álbum. Você ouve o álbum cheio de elementos japoneses e sonoridade de um passado medieval japonês (Que Ayu faz em umas 3 ou 4 músicas por álbum) que realmente eu tenho certeza que ele foi “FEITO NO JAPÃO”. O problema é que, assim como A ONE, Ayu mais uma vez recicla toda sua discografia em músicas rockish e baradas (Que chocantemente não chegam a ter 1 hora de duração, como de costume) e monta um novo álbum. Só que A ONE claramente era um throwback para encerrar uma grande era e ser um sinal de renovação na carreira e atualização do som da cantora, e daí ela lança um álbum que é um novo A ONE, só que sem a proposta de nostalgia e mais fraco que o álbum anterior. De nada adiantou ter uma música produzida por Dimitri Vegas e Like Mike se o resto do álbum é basicamente ela cantando o que já cantou de novo e de novo, tanto que eu coloquei uma INTRO e um COVER entre as melhores faixas do MADE IN JAPAN, o que já é algo para ficar com os dois pés atrás se você está disposto a baixar mais um álbum da Ayu. Enfim, a análise faixa a faixa também não vai ajudar muito a ter um interesse pelo álbum, mas vamos fazer.

FAIXA A FAIXA

MADE IN JAPAN começa com “Tasky”, a melhor intro que já ouvi da Ayu em muito tempo e a única música na qual era o que eu estava contando que Ayu poderia fazer para esse álbum: Mesclar o místico som tradicional japonês com um dance mais atual, resultando em um choque de sons interessante e explosivo, o que aconteceu aqui. A intro é ótima, mas é uma pena que essa mistura morre já na 2ª faixa e não volta mais.

“FLOWER” sozinha é mais uma faixa rockish que mantém os elementos da música tradicional nipônica propostos pelo álbum, mas o dance simplesmente morre e a faixa é o mesmo rockish gótico que Ayu lança em quase todo álbum e que ela acerta sempre, fazendo dos instrumentos tradicionais um plano de fundo. A impressão que dá ouvindo é que uma guerra épica irá acontecer com FLOWER servindo de trilha sonora, mas Ayu já tem 500 músicas no mesmo estilo, então não acrescenta em nada para ela e para quem já ouviu pelo menos 3 álbuns mais antigos da carreira da Ayu. Já “Mad World” acaba com qualquer elemento tradicional japonês e é o rock ballad que Ayu também lança em todo santo álbum em 3 ou 4 músicas. O que conta a favor da Ayu é que essas músicas com cara de início de século que ela desovava por single na época são tão marcantes e impactantes para o J-pop que ainda é a cara do Japão. Japão de 2001, mas a cara do Japão, e é nessa premissa que outra faixa do álbum, “Breakdown”, se resume. Ela vem na sequência e nem necessita ser comentada porque é a mesma descrição de Mad World.

Após Breakdown ser Ayu se repetindo mais e mais temos Survivor, que volta a ter elementos japoneses em mais um instrumental rockish, e de bônus ela berrando o refrão inteiro seguido de um coral berrando qualquer troço aí depois do refrão em meio ao rockish. Nada que seja novidade na discografia dela, e assim como FLOWER, é mais uma faixa que funciona com Ayu e só com Ayu, além dela ser bem melhor do que a versão vazada que ouvi em LQ. Fora que depois de Survivor são 3 baladas consecutivas que até a própria já está cansada de cantar, e pode se considerar sobrevivente se conseguir passar por elas, porque todas são carregadas e cansativas.

A 1ª delas, “You are the only one” poderia ser lançado em um álbum dela de 2004/2005/2006 que seria a mesma coisa. 5 minutos de sono e raiva que você passa ouvindo, assim como “TODAY”, a diferença é que TODAY parece ser algo do som mais recente de Ayu (2009/2010), mas mesmo assim o álbum já tem rock ballad demais para ela enfiar mais duas ballads aí. E a melhor forma de consertar esse erro é enfiar ainda mais uma balada datada. Porra, Ayu. “Mr. Darling” só ganha das outras duas pelo nome mais inspirado e por ser mais curta, então eu consigo ouvir sem querer pular instantaneamente. Mas as 3 baladas estão muito pouco inspiradas, Ayu fez de qualquer jeito essa parte aqui e deixou tudo junto para piorar a situação.

Depois de tantas músicas sendo Ayu reciclando ela mesma, duas novidades que valem a pena serem comentadas, pois é a parte EDMAyu chegando para tentar salvar isso aqui. “Summer Love” é a faixa que ela produziu com os DJs ocidentais, a única música completa realmente boa e realmente nova no catálogo da Ayu desse álbum, e mantém a sequência de bons EDMs que ela vem lançando. Eu tenho certeza que ela só não investe mais esse lado EDM dela porque tem medo da merda voando da fanbase criticando ela assim como aconteceu com COLOURS e as 50 mil pessoas que ainda compram álbuns da Ayu desistirem. Dois problemas na faixa: A voz da Ayu parece um pouco fora de tom (O que não chega a matar a música) e Summer Love não tem nada a ver com todo o álbum, o que faz dela ótima sozinha e um belo corta climax no conjunto.

O álbum termina com “Many Classic Moments”, cover que já esteve presente no álbum tributo do globe e que aparece como Bonus Track no MADE IN JAPAN. É um EDM de 6 minutos que começa muito bem, mas lá pela metade da música ela ganha um break non sense e a partir disso a música fica desequilibrada demais para funcionar. Mas chega a ser irônico um cover de 2002 ter um som mais atual e fresco do que quase todas as faixas novas desse álbum, e mais irônico ainda é não ser a 1ª vez que isso acontece, com o cover de Movin On Without You tendo o mesmo efeito no A ONE. Os dois EDMs do MADE IN JAPAN são as melhores músicas do álbum mas não tem nada a ver com serem “FEITOS NO JAPÃO”, assim complica Ayu.

VALE A PENA OUVIR?

Só em duas ocasiões: Se você nunca ouviu uma música da Ayu na sua vida, MADE IN JAPAN é uma porta de entrada boazinha (Embora os lançamentos dela em 2015 sejam melhores para esse papel), ou se você gosta de ouvir Ayu lançando a mesma rockish e a mesma ballad datada de novo e de novo. Ter um som que te caracterize e te identifique é uma coisa boa? Claro que sim. O problema é que ninguém aguenta mais esse som da Ayu, ainda mais quando esse som não está tão inspirado assim como em várias faixas do álbum, e ela precisa se reinventar. Ou, se não, dar um tempo nesses lançamentos frenéticos e fazer com que alguém sinta saudade dela. Mas aí se ela fizer isso é capaz de todo o Japão esquecer que ela existe e aí nunca mais ela lança nada. A minha curiosidade para esse álbum é ver como ele se sai nos charts, porque liberar um álbum para stream mais de 1 mês antes de lançar fisicamente é algo que, até aqui, ninguém tentou. Bem arriscado se tratando da situação atual que a cantora se encontra nas vendas, mas pode funcionar e quem sabe Ayu consegue pelo menos voltar a certificar seus álbuns.

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10 comments

  1. Não vou mentir: adoro o lado rock da Ayu e ela é mestra em baradas… Mas repetir o mesmo som álbum após álbum não cola (principalmente em baladas). Quero ouvir um balada dela sentindo a mesma emoção que senti ao ouvir CAROLS pela primeira vez. Mas do jeito que tá não dá não. Outra coisa que mata é esse receio de lançar EDMs. Bem, falei tudo isso sem ter ouvido o álbum. É certeza que vou me divertir ouvindo (afinal, é álbum escarrado e cuspido do ãmago dela), mas é bom reinventar a roda de vez em quando.
    PS.: Espero que Tasky chegue ao nível da intro e do interlude do ❤ JAPONESQUE ❤

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  2. Há muito os álbuns da Ayu não empolgam, eles não me passam mais aquela conexão de que o q ela cantava era o q ela estava sentindo, hj parece mais q ela ligou o piloto automático e tá lançando álbuns para lembrar a todo mundo q ela ainda existe e não pq precisa botar algo p fora…. Como fã dela, me sinto bem desapontado e decepcionadao, mas devo confessar q ainda pago pau pra os rockish dela (apesar deles já não chegarem nem perto do que já foram um dia), como um bom fã de corais q eu tbm sou, estou estuprando o replay de Survivor 🙂 Melhoras Ayu ❤ , vá aproveitar seu marido (gostoso), sua fortuna enorme, descanse sua imagem e faça um retorno triunfal 😉

    P.S.: Nossa, super lembrei da Koda em Tasky ❤ Adorei. Só q a Koda esqueceu q o álbum se chamava Japonesque e nem ligou pra por Japão no resto do álbum, algo super normal de acontecer nos trabalhos da Kodjinha (te amo, gata), pelo menos esse erro Ayu não cometeu nesse álbum.

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    1. A única razão de eu acompanhar Ayu até hoje é pelos rockish que ela sempre lança que são maravilhosos (Como FLOWER e Survivor nesse álbum ou as maravilhosas WARNING e Last Minute no A ONE que batem de frente com as pérolas da década passada dela ❤ )

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    2. Eu ha anos nao ouvia Ayu. Desde Love Songs alias. Foi o ultimo album que comprei dela. Ela sempre faz o mais do mesmo todo lancamento e sempre aquelas musicas kawaii de verao e baladao de natal com clipe na neve. As musicas dela estao sem sentimento. Estah soh lancando pq a Avex obriga ou pelo menos eh o que parece. Baixei esses albuns recentes e a unica coisa que presta sao as musicas rockish dela e alguns interludes. Ayu tem que entrar de ferias.

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  3. OT: Olha so a Tiffany mandando aquele lip sync preguicoso no Raul Gil. Ainda tem gente que fala da Hyuna, sendo que esta nem eh vocal do 4Minute e Tiffany supostamente eh uma das vocalistas principais do SNSD. Pelo menos Hyunao eh otima performer.

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