A indústria coreana para idols femininas: Briga de egos, conflitos internos e aparências intactas a todo instante

Lá no ask acabei lembrando que Brown Eyed Girls completou, esse ano, 10 anos de carreira. Isso me fez pensar como é raro um girlgroup coreano dure tanto tempo, e mais raro ainda chegar com a mesma formação (Na verdade, Brown Eyed Girls é o 1º grupo coreano feminino a ter tal feito). E acabou que, quando me toquei, já estava com vontade de me questionar sobre isso. Por que um girlgroup não chega a durar tanto sem alterações drásticas como um boygroup, por exemplo? Por que não dá para imaginar formações perfeitas que vão terminar juntas no K-pop entre os girlgroups? Por que não existe aquela sensação de união entre girlgroups como existe em boygroups? E por que os girlgroups não duram tanto tempo sem modificações na line up? Bom, a partir disso, novo post especial para vocês. E ao som de BEG, que me motivou a fazê-lo.

Eu não lembro aonde vi isso, mas alguma idol (Acho que foi a Narsha) declarou que “As empresas criam boygroups na intenção de se manterem unidos até o fim, enquanto criam girlgroups para elas competirem entre si”. Se não foi isso foi algo parecido, mas enfim. Mantendo essa linha de raciocínio e analisando a indústria, o que podemos concluir é: Faz sentido e acaba respondendo todas as perguntas que fiz ali em cima. Quer dizer, quantos girlgroups hoje possuem um destaque individual que ofusque até o grupo? Para um G-Dragon que temos sendo um grande destaque fora do Big Bang, temos Suzy no miss A, Seolhyun no AOA, Hani no EXID, Hyuna no 4minute, Hyosung no Secret, até Gain no BEG, entre outros exemplos, mas todas sendo muito mais destacadas do que as colegas de grupo e sendo nomes até mais fortes que o próprio grupo que representam.

Normalmente, K-idols são criados muito jovens, na fase de adolescentes ou, no máximo, chegando a fase adulta. Está cada vez mais raro encontrar um idol debutando com mais de 21 anos, então eles ainda se encontram em fase de colegial. Analisando comportamentos que passam por gerações, nessa idade homens são criados para serem melhores amigos, criarem amizades verdadeiras, serem parceiros em qualquer situação. Mulheres não são criadas assim. Existe sim a mesma visão de serem amigas para sempre, mas não em todas as situações, especialmente quando tem macho envolvido na história. No final, a amizade entre homens é mantida sob qualquer situação, enquanto entre mulheres é mantida até certo ponto. Quando esse ponto é ultrapassado, é criada uma rivalidade não tão saudável assim, e palavras carinhosas referindo a outra como “puta”, “galinha”, “vadia”, “piranha” e etc. proliferam, o que não acontece quando algum limite é ultrapassado em amizades masculinas. (Para aqueles que entenderem esse trecho rasurado e/ou em qualquer outro sendo machista, me perdoem. A intenção nesse trecho era só mostrar a situação machista que envolve o comportamento no colegial, e não queria ser machista junto em nenhum momento desse post. Muito obrigado pelo toque NanA+.) Essa é uma análise que tenho vendo histórias e mais histórias sobre comportamento de adolescentes, e isso acontece praticamente no mundo todo. Não é regra, mas é o mais comum.

Essa visão de “As mulheres são suas próprias rivais” passa para a fase profissional, e as empresas criam modelos nos girlgroups muito jovens, e aquela que chamar mais atenção será mais trabalhada pela indústria. Essa rivalidade intensa, quando não trabalhada, vai se perdendo conforme o tempo das pessoas como adultos vai passando, e aí é uma das diferenças que o BEG tem para outros grupos: Com exceção de Gain, todas as integrantes debutaram na faixa dos 24 anos, ou seja, mais maduras em comparação a idols comuns. Isso provavelmente ajudou o grupo a não ter essa visão das integrantes serem rivais entre si, e mesmo que Brown Eyed Girls tenha hoje Gain como um nome mais forte até que o próprio grupo, todas as integrantes desenvolveram uma amizade duradoura a ponto de passarem a sensação de que vão terminar juntas o que começaram juntas.

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Fora do K-pop, os duos Davichi e As One também se encaixam nessa hipótese, com Lee Haeri (Davichi) debutando aos 23 anos e Min (As One) debutando aos 21. Hoje, Davichi caminha para o 9º ano de carreira, enquanto As One já está no 16º.

Mas geralmente esses conflitos internos e batalha de egos acabam resultando em saídas, quebras de contrato e outros casos e mais casos. Afinal, todos tem ambições individuais, e se não se sentirem bem-sucedidas em suas carreiras atuais, as pessoas partem para outra jornada. E enquanto boygroups crescem e se tornam bem sucedidos na imagem de um grupo unido, girlgroups crescem a partir de 1 ou 2 rostos que se destaquem mais individualmente em comparação as outras, e consequentemente carregam o nome do grupo nas costas. Mas em muitos casos, também, entra a questão midiática, e como as idols femininas tem que ser vistas como perfeitas.

Aí não só são idols, mas todas as celebridades femininas tem que agir com a perfeição que a sociedade pede. A cobrança e pressão nelas é bem maior do que em boygroups, por diversos fatores: Seja pelo comportamento exigido, pelo público no qual elas atingem, e até pela idade das garotas e tempo de indústria para manutenção de interesse. Boygroups tem uma fanbase muito fiel, já girlgroups (Em sua maioria) não. Girlgroups possuem homens como público alvo, e homens asiáticos gostam de garotas mais novas, inocentes e puras. Quanto mais velhas as mulheres ficam nos girlgroups, mais difícil fica manter essa sensação de pureza, fazendo com que o público perca o interesse nelas. Essa pureza fica mais difícil ainda quando anunciam namoro, e aí das duas uma: Ou liga o foda-se, ou age como os fãs querem.

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Sulli (ex-f(x)) é um exemplo de quem ligou o foda-se

É uma cobrança absurda feita para que idols femininas sejam como deusas sem imperfeições para o público, e uma falha pode comprometer não só a carreira profissional individual, mas também do grupo todo. Parece que há uma ilusão de que a carreira idol é linda, fácil e é um sonho para qualquer um, mas dentro da indústria é outra coisa. Ou você amadurece rápido para lidar com a pressão da melhor forma, ou busca outra alternativa, justificando aquele clássico “Fulana saiu para se dedicar aos estudos”, porque realmente os idols que não aguentam essa pressão buscam outras alternativas para se sentirem satisfeitos.

Para finalizar, esses 10 anos das Brown Eyed Girls unidas poderiam representar uma mudança desse cenário no K-pop, mas elas estão mais para exceção. De qualquer forma, parabéns as meninas por esse feito inédito, e acima de tudo, por sobreviverem a uma indústria tão cruel. Em um cenário onde manter a marca viva e atual é o mais importante, ver um grupo feminino unido por 10 anos, em qualquer lugar do mundo, é algo para se admirar.

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30 comments

  1. Sempre tem algo novo pra aprender sobre o quão machista é a industria de entretedimento coreana. Só gente com garra e com muita força de vontade pr aguentar esses trancos e barrancos. Parabénzissimo pra as meninas do BEG e pra tantas outras que estão passando por esses problemas.

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      1. Ponto pertinente! Esses casos de machismo em outros lugares são bem abafados se for ver não é? A gente não para muito pra pensar em casos específicos de machismo no por aí afora, mas eles estão lá.
        Tem uma dupla da Europa chamada Purity Ring formada por um moço e uma moça. A moça já falou numa entrevista em como machismo na industria é forte e citou um exemplo que aconteceu com ela mesma. Em outras entrevistas com a dupla completa os caras quase ignoravam a presença dela e só faziam perguntas pro moço, como se a menina não soubesse pensar por ser mulher. É foda a situação do machismo atualmente

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  2. No dia a dia é a mesma coisa, as meninas entram na escola e já vem competitividade, a fulana é mais bonita, a ciclana é mais popular e etc. E ninguém ensina as meninas que a amizade vem em primeiro lugar, que as outras não são inimigas, elas são ensinadas que amizade feminina não presta e que na primeira chance vão esfaquear pelas costas e roubar o namorado, emprego, amigos etc. E isso leva elas a realmente trair uma a outra, “já que se ela vai me trair de qualquer forma eu vou trair primeiro” e eu imagino que deve ser a mesma coisa na indústria coreana, na verdade pior já que a Coreia consegue um feito e tanto de ser mais machista que o Brasil. Desculpe o textao😅

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    1. VOCÊ TÁ CERTISSÍM(X)!!! Eu sou um exemplo disso, sempre me sinto mais confortável para conversar com meus colegas/amigos homens do quê com as mulheres. Perto de outras meninas sinto muita, rivalidade, egoismo, falsidade . . . e isso me incômoda muito. Até mesmo as mulheres dos amigos do meu marido eu não consigo nem sequer forçar uma amizade, e isso é chato pra car@lhx!! #Desabafo

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      1. fique mesmo bem a vontade com os “”””amigos””” homens, pq eles na sua frente são o máximo, e pelas suas costas te chamam de feia, ou dizem que te comeriam e riem BASTANTE da sua cara. VAI NESSA achando que homem é fofinho e bãozinho com amigas. Eles são ótimos amigos de OUTROS HOMENS, vc mulher continua sendo “aquela lá que eu comeria ou a aquela feia”

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  3. Mas na real durar dez anos com a mesma formação em um gênero tão efêmero quando kpop é raro no geral, né? Qual boyband além do Shinhwa conseguiu isso?

    Acho que individualmente uma mulher com muitos cf’s ganha mais que um homem, por isso compensa investir em uma só e não em todas, não é? Uma garota sozinha pode render bastante grana, enquanto um homem sozinho não. (além, claro, da questão machista da competição feminina e etc.)

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    1. Big Bang tem 11 anos de carreira, V.O.S caminha para 12 anos de carreira, g.o.d com 17 anos de carreira também. É mais fácil um boygroup manter a formação por muito tempo do que um girlgroup, embora chegar aos 10 anos seja um feito e tanto para ambos os gêneros.

      E sim, tem essa questão da mulher ser mais comercial que o homem também (Muito por conta da obsessão em vender a imagem da mulher como um produto, um objeto de desejo), mas no início é meio que loteria para elas (Fica 1 ano promovendo, a que tiver mais destaque a gente enfia em tudo quanto é canto), não chega a ser algo planejado tipo “Fulana vai ter maior destaque no grupo”

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      1. Concordo que ter longevidade na carreira eh dificil para ambos. SE eh realmente mais facil para boygroups, acho que atribuir isso a competitividade interna eh uma inferencia e tanto. Acho que isso se deve mais por terem mais suporte das empresas e das fans que compram tudo deles.

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        1. “Acho que isso se deve mais por terem mais suporte das empresas e das fans que compram tudo deles.” Vendo assim eu tenho que dar razão a você. Não digo competitividade no estilo “Todo mundo se odeia, querem uma passar por cima da outra” mas sim pela necessidade natural que o ser humano tem de ser bem-sucedido. Quando há mais destaque para uma pessoa dentro de um grupo, acredito ser natural que haja um desconforto por parte dos outros integrantes, que ou engolem isso seco ou partem para outra área/grupo.

          Tipo o caso do S#arp que a Seo Ji Young não aceitava que a Lee Ji Hye era destaque do grupo (Esse caso de necessidade de ser bem sucedida acabou virando ódio mortal, mas enfim só ilustrando o que quero dizer)

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      2. É, temos um pouco mais de exemplos nas boybands. Eu nem me lembrava que Big Bang era velho assim! rs
        Nah, com certeza é loteria na maioria das vezes mesmo, mas justamente por isso eles devem incentivar a competição, para que uma se sobressaia e possa ser a “it girl”

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  4. Tava eu aqui na minha fazendo meu trabalho de historia sobre papel da mulher nas sociedades antigas x atuais e eis que vc me vêm com isso ❤
    Adorei o texxtão todo só acho que devia ter colocado um recadinho no final avisando os k-popers (adoro esse antagonismo de k-popers e capopeiros) que isso não é espalhar hate porque a quantidade de posts assim que eu já vi com os comentarios entupidos de "se vc acha taum ruim pq ouve entaum" -_-
    ps: alguém lembrou que beg existe!!!!! amÉM

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  5. Muito bom. Forma uma boa leitura dupla com um texto antigo seu por aqui, falando de machismo. O machismo está presente no mundo todo, obviamente, mas nos países do leste asiático, como toda essa tradição patriarcal, isso é elevado ao extremo, o que contribui para essa sua visão levantada de rivalidade e ruptura dos grupos femininos.

    Exemplos são infindáveis da diferença de tratamento e dissidências internas entre as integrantes, como SNSD, Miss A e o T-ara, que foi basicamente enterrado por isso. Nos Rookies, já estão trabalhando notoriamente na Tzuyu e Sinb, sendo que a 1ª, com seu ar angelical e puritano, já ganha diversas enquetes de mais bela do k-pop em sites aleatórios.

    É um panorama muito deprimente e que dificilmente mudará em prazo algum.

    Delírios da Madrugada

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  6. Olha, eu entendo sua intencao ao fazer esse texto, mas tem umas ideias equivocadas ai. De fato, essa cultura patriarcal incentiva mulheres a competir (competicao nao saudavel) e homens nao sofrem essa mesma pressao, mas a ideia de amizade e uniao em boygroups eh tao falsa e arquitetada quanto em girlgroups. Essa ideia de que mulheres sao falsas e nao sao verdadeiras amigas eh tao falsa quanto essa ideia de amizade verdadeira a todo custo entre homens. Gente, homens fazem fofoca, mentem, traem amigos tanto quanto mulheres. Dizer que existe esse ensinamento de que mulheres devem competir eh uma coisa, mas afirmar que “No final, a amizade entre homens é mantida sob qualquer situação, enquanto entre mulheres é mantida até certo ponto” eh acabar repetindo o discurso machista que se visa criticar. Posso explicitar mais isso utilizando outros trechos do texto, se for o caso.
    Se uma integrante se destaca mais do que o grupo isso pode gerar uma sensacao de competicao, mas isso nao eh a causa. Eh uma decisao da empresa, se tem uma integrante que pode ficar mais popular e consequentemente atrair mais campanhas, a empresa ira promover mais essa pessoa. Fora que isso nao acontece so/acontece mais em girgroups, tbm existem os visual/face nos boygroups que sao mais promovidos e populares que os outros.

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    1. É, acho que me equivoquei fazendo essa citação que você disse. A intenção era ilustrar a situação mais comum e apenas isso, não reparei que estava reforçando machismo. No mais, sim, a ideia das amizades verdadeiras entre boygroups e girlgroups é falsa, mas existe esse incentivo de competição (Não saudável) por parte das empresas entre girlgroups, que por serem novas, ainda estão na fase de moldagem de ideias e pensamentos. Entre os boygroups não existe isso porque, como você disse, não existe essa pressão.

      “Fora que isso nao acontece so/acontece mais em girgroups, tbm existem os visual/face nos boygroups que sao mais promovidos e populares que os outros.” Sim, mas nos boygroups não tem isso do destaque engolir a popularidade do grupo, como Suzy faz no miss A ou Hyuna no 4minute, por exemplo. Fora que nunca são tratados como parte isolada do grupo, ou como algo que está acima dele, é sempre “G-Dragon do Big Bang”, “Siwon do Super Junior”, etc. enquanto já vi diversos artigos citando os destaques femininos sem os seus grupos a qual pertencem, tipo “Bae Suzy fez tal coisa”, “Kim Hyuna fará comeback” e por aí vai

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      1. Essa questao da competitividade existe nao apenas nos girl groups, mas na sociedade de maneira geral. Vejo isso como aquela questao de dividir para conquistar. Fica mais facil impor um sistema opressor em um grupo se ele nao eh unido. Mulheres juntas e unidas podem muito e isso assusta quem quer manter privilegios. Acho que isso tambem acontecem com outras “minorias”. Eh so pensar em movimentos que lutam pelos direitos de pessoas negras, por exemplo.
        Sobre idols que sao tratados como se estivem acima do grupo, na verdade G-Dragon eh um otimo exemplo disso. Ele eh tratado como se fosse grande coisa, ate pelo proprio YG (o que faz certo sentido, em parte, pq ele eh responsavel por muita coisa dentro do BB, que ate onde sei eh o maior responsavel pelos “lucros” da empresa) e eh frequentemente colocado como se estivesse acima nao so do BB, mas dos outros idols. A situacao so nao eh pior pq os outros integrantes tbm sao muito populares. Menos o Daesung, ninguem liga pra a existencia de Daesang.

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          1. EXATO! o que mais vejo são homens fofoqueiros e invejosos. Eles são capazes de difamar uma mulher para que seu “””amigo””” não fique com ela ou que fique com uma mais bonita que a dele… A questão é que eles descontam sua inveja e frustrações diretamente nas mulheres e não em outros homens… Mas competem MUITO um com o outro e fingem que está tudo bem…

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  7. Dougie Bia’s tu sabe o quanto amo quando você faz esses textinhos?!

    Eu também concordo muito com o que você escreveu, e vale salientar que o “kpop é machista”, e que a imagem de mulheres fortes (na minha opinião) é apenas um conceito dentro da industria. Amo girls’groups como também sinto muita (mas muita mesmo) pena por todo o processo que elas passam durante seus anos de idol, e é muito impactante essa diferença entre o meninos, o que nos basta fazer é”fazer macumba” para que elas aguentem firme o perrengue!!
    E só lembrando mais um detalhe a Sica confirmou seu namoro de TRÊS anos com um dos administradores da Coridel e investidor da marca dela, Tyler Kwon, agora só esperar os corebas falarem muita merda . . .

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    1. Você faz pontos interessantes, mas acho que um dos mais importantes foi pouco explorado.

      Eu não acho que girlbands durem menos que boybands por motivos internos (O número de boybands ruindo é praticamente igual ao de girlbands). As batalhas “mean girls” que talvez ocorram nos bastidores de uma girlband só são mais interessantes pro público LGTTQ fetichizar em cima (e especular quem é a rainha, quem é flop, quem está lacrando, etc), e muitos não conseguem ver um reflexo exato dessa coisa mean girls em boybands, daí pulam pra conclusão de que não existem atritos em boybands e que isso é algo praticamente exclusivo de girlbands, que o vínculo entre homens é mais forte que entre mulheres. Mas esse não é o caso, é só que o tipo de conflito dentro de um grupo de homens é diferente, e simplesmente não é vendável para a mídia.

      Grupos de homens juntos tem uma dinâmica diferente de grupos de mulheres juntos. E eu não estou falando sobre mulheres serem competitivas e homens não como você disse no seu texto, mas sim que o bullying que uma mulher sofre de outras mulheres é diferente daquele que um homem sofre de outros homens, e o exemplo mulher VS mulher é e sempre foi/será mais interessante para mídia.

      O bullying entre homens é mais sexual e agressivo. O elo fraco vai apanhar, se ele tiver azar capaz de ser estuprado até (porque estuprar alguém por ser/parecer ser gay não te faz gay, claro). Esse tipo de coisa simplesmente é pesada demais para ser relatada pela mídia, então esse tipo de coisa muito provavelmente acaba enterrada e não vai aparecer na capa do dispatch, é simplesmente deprê demais, passa dos limites para a mídia. Não é vendável, é “coisa séria”, diferentemente da tortura psicológica das roladas de olhos e sorrisos de canto de boca e comentários maliciosos femininos, esses sim deliciosos e vendáveis (assim como especular em cima de tais ações honestamente inconsequentes).

      Não estou dizendo que homens não consigam ser maliciosos e que mulheres não partam pra porrada (ou nem existiria bad girls club), mas sim que o bullying/competitividade masculina simplesmente não são interessantes para a mídia, não existe um fetiche em cima disso (a violência faz passar dos limites do que se espera de gossip sobre celebridades). Então os homens (mais uma vez) acabam recebendo um passe livre enquanto a mídia/social media preocupam-se em especular sobre o que rola dentro de uma girlband e só dentro delas.

      Enfim, eu tinha mais pra falar sobre isso até, mas aí eu só expandiria o que você já falou mesmo. MALZAEW o textão. @_@

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      1. Verdade, todo esse bullying feminino é muito mais vendável para a mídia por conta desse limite do que vai vender e do que não vai vender. Não deveria rolar esse passe para boybands (Especialmente por conta de ser mais violento), mas enfim. No texto n quis falar que não existe competitividade entre homens, só que culturalmente não é criado uma competitividade ácida entre eles (E nem reforçada por fatores externos, como o interesse da mídia que você disse)

        E rlx, quando rola textos desse tipo por aqui é pra debater e fazer textão mesmo 🙂

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      2. E também tem aquele ponto que o que as agências vendem nos boys groups é o #BroMance. Enquanto que pra mídia é rentável o fight das meninas, em se tratando de boys groups, eles querem vender pros fãs um romance entre dois caras héteros, que idealizam um tipo ideal feminino, tipo a Tzuyu, mas dão beijinhos e carícias porque são muito amigos. Eu acho até a imagem de “união” que vendem dos boygroups pior, porque eles acabam sexualizando artistas enquanto muito novos só pelo fetiche das fãs..

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