ALBUM REVIEW #11: BTS – Wings (10.10.2016)

SURPLAISE, BETCHES! Vocês não esperavam um álbum de boyband passando por review no Why, Dougie? a essa altura de nossas vidas, mas cá estamos com o review do mais novo álbum do BTS. Eu desci o nível para buscar clicks gratuitos assim?! Também, mas depois que a YG resolveu cumprir a promessa de lançar o MADE Full Album eu resolvi cumprir com alguma promessa que tinha deixado por alto também e comentar sobre algum álbum de boyband, e que boyband melhor do que aquela está vindo para o Brasil e que a fanbase está implorando por um show em estádio (!!!!!!!) além de cobrar isso de um jornalista que só tem a função de repassar informação no twitter (!!!!!!!!!!!)?! Vamos mexer em terreno de cobra e ver se sobrevivo dando minha opinião (Que você pode achar ser hate gratuito em algum ponto mas tentei ser completamente sincero e imparcial) sobre WINGS.

Artista: BTS
Álbum: Wings
Lançamento: 10/10/2016
País: Coreia do Sul
Nota do blog: 59/100 (Regular/Bom)
Top 5: Am I Wrong, Stigma, Reflection, Lost, 21st Century Girl
Ouça legalmente: Ouvi falar que a cada execução no Spotify você contruibui com um show no Allianz Parque, hein

O ÁLBUM

A tracklist do álbum é medíocre e não faz favor nenhum para as várias faixas boas que o álbum possui. Ele é muito longo, com muitas faixas desnecessárias (Deixava com 10 faixas e já estava ótimo) e a harmonia entre os vocais e instrumentais é como uma montanha russa (Tem música que está no ponto certo e tem música que vai ladeira abaixo). Mas ele tem vários méritos, principalmente na qualidade das músicas sozinhas, considerando que não tem faixa horrível nele (No máximo umas faixas ruins/dispensáveis mas nada que mate ninguém) e na sonoridade de algumas faixas serem atípicas do que eu ouço regularmente, sendo surpresas positivas. Dito tudo isso, “Wings” é um álbum que faz alguns haters repensarem conceitos sobre o grupo, mas ainda fica muito longe de todo o praise que boa parte da fanbase faz de “Não acredito que BTS inventou o K-pop”. É um álbum de regular a bom, que tem seus pontos bons e ruins, e nada muito fora da média do que o K-pop entrega regularmente. Em termos de sonoridade sim, é um álbum que foge um pouco do padrão, mas o produto final não chega a ser um destaque não.

FAIXA A FAIXA

A intro “Boy Meets Evil” tem algo que eu DETESTO em rappers coreanos, que são essas forçadas na voz aumentando o tom para parecer algo mais dramático. Mas fora isso, cumpre o papel de intro de forma OK. Isso porque a transição para a Title Track Blood, Sweat & Tears soa muito estranha para mim. Intros e interludes pra mim tem que casar, pelo menos, com a faixa seguinte, servindo de introdução para a sonoridade que venha (Navigate/COSMIC EXPLORER e Tasky/FLOWER são ótimos exemplos disso esse ano), e definitivamente não colou fazer dessa intro toda “pesada” para o Tropical House nosso de cada dia da faixa seguinte. A transição entre as faixas é estranha, mas a intro sozinha não é ruim. “Blood Sweat & Tears” segue como uma boa tentativa de Tropical House mas ainda assim falha. E agora que praticamente todo mundo voltou derivando Tropical House nesse semestre a música funciona ainda menos comigo. O refrão não é lá tão impactante assim e as vozes mais fortes não casaram com o instrumental mais fresh. Mas assim como a intro, não chega a ser ruim. É o tipo de faixa beeeem passável para quem não é fã, mas numa boate com a vibe certa, por que não?! O ponto alto segue sendo as vozes mais neutras que aparecem nos pré-refrões mesmo.

Depois temos uma sequência de solos onde cada integrante tem o seu, uma coisa inédita e revolucionária dos oppas em 2016, como li alguns tweets na época do comeback. “Begin” é a primeira faixa que realmente gosto do álbum, os versos estão sensuais, eles cantam do jeito que o instrumental pede, o som é agradável e não é completamente estranho de ouvir casualmente. Tudo bem que a coesão desse início de álbum está pífia, mas nenhuma música é ruim até aqui… Até chegarmos em “Lie”. Eu estava até curtindo a vibe mais dramática dos primeiros versos, mas esse refrão é broxante. O drama promissor da música vai por água abaixo e a faixa fica parecendo qualquer pretensão de album track de álbum mais conceitual sem nenhum êxito. A bridge até tenta corrigir alguma coisa, mas o refrão mata a música. Ao todo, dispensável. “Stigma”, em contra-partida, é outro acerto desse álbum e um acerto para atos pop no geral, pois em termos de qualidade (E até utilidade da faixa) serve muito bem como title track de qualquer artista R&B ao invés de ser a famosa faixa enche linguiça para mostrar versatilidade do grupo em questão, então muitos pontos para o grupo aqui. “First Love” necessitava de um instrumental mais carregado ou menos vazio. Os vocais engolem a melodia da música, e parece mais alguém cantando acapella em alguns momentos. Eu também não entendi muito bem a emoção que a música devia transmitir, se era algo mais passional, algo mais dramático, uma coisa mais íntima… enfim, todos ali cantam de um jeito e fica confuso. Acho que se a música fosse melhor instrumentada ajudaria a resolver essa questão.

Resultado de imagem para BTS Wings teaser

“Reflection” tem o mesmo ponto que ficou negativo em First Love, mas nessa faixa os vocais estão mais dosados, fora que tem momentos da faixa em que o instrumental brilha sozinho. O que dá para reparar até aqui é que uma das propostas do BTS nesse álbum é de deixar vocais e raps bastante expressivos e impactantes em toda santa música, mas tem faixas em que simplesmente não é necessário. Reflection tem vocais mais contidos ao volume e conteúdo do instrumental, e por isso se torna mais agradável de ouvir. Já “MAMA” soa deslocada do álbum, sendo uma faixa com batidas certinhas demais em comparação com as outras músicas. É divertida sozinha, tem um ritmo agradável e um vocal OK (Mesmo que no refrão as coisas fiquem bem estranhas), mas ela parece ser de qualquer outro álbum Hip-hop, e não do WINGS. Mas é melhor que o MAMA 2016, pelo menos.

“Awake” é a 1ª baladinha mais convencional dos álbuns de K-pop, e se isso já não acerta comigo com girlgroups, imagina com boygroup. Nada muito notável ou que me faça querer comentar isso, então é esquecível. “Lost” dá uma agitada (e melhorada) nas coisas e tem uma sonoridade bacana, um pré-refrão crescendo para entregar corretamente a explosão do refrão e fica bem gostosa como faixa em si. Um dos pontos positivos desse álbum é que cada erro que tem (Lie/First Love/Awake) é rapidamente corrigido por uma faixa um pouco mais acima da média do álbum (Stigma/Reflection/Lost), mas isso vai deixando o álbum completamente irregular. Enfim, seria um bom encerramento de álbum, afinal já temos 10 faixas aqui e nem Ayumi Hamasaki está apostando em enfiar 15 músicas em um álbum… Mas espera, BTS apostou.

O meu problema com álbuns longos não é nem o fato de serem longos em si, mas o povo acaba colocando muita coisa desnecessária, tipo esse “BTS Cypher 4”. Isso como faixa solta, alguma coisa feita para agradar fã e talz, não tem nada de errado, mas enfiar um cypher desse jeito não soa meio aleatório? Seria muito mais lucro eles pegarem esse e os outros Cyphers feitos (Esse 4 não é enfeite né?) e fazerem uma série no YouTube com eles sendo ~badass~ no vídeo, no álbum ele só tem duas utilidades: Fazer fã se gabar do oppa humilhar o fave alheio no rap (Coisa que poderia ser muito melhor feita se fizessem do jeito que falei) e deixar o álbum mais longo com uma grande interlude. Voltando aos trilhos, “Am I Wrong” e “21st Century Girl” voltam ao som mais rítmico e upbeat no qual MAMA poderia entrar em algum ponto dessa sequência até para não soar tão aleatória no meio do álbum como ficou, mas não dá pra cobrar coesão do WINGS a essa altura, então vamos só falar que as duas músicas são ótimas, tanto pela harmonia que “Am I Wrong” tem quanto pela bagunça que 21st Century Girl é (Claro que não é tão icônica quanto a 21st Century Girl da Willow). O álbum termina com outra balada filler que não faz favor para ninguém e você encontra em qualquer álbum de boyband por aí, e do nada surge o EDM aleatório “Interlude: Wings”, outra coisa que não faz sentido nenhum nesse álbum, mas que sozinha é ótima.

VALE A PENA OUVIR?

Considerando WINGS ser um álbum de boygroup mainstream eu esperava BEM MENOS, sendo honesto. Ele é um álbum bem inconstante (Mas muito inconstante mesmo) e não recomendo ouvir ele na sequência da tracklist de uma vez só. Mas ele tem muitas músicas boas (Assim como muitas músicas meia boca) que valem gastar o repeat em cima (Principalmente Am I Wrong e Stigma), então é só ir com calma e não querer digerir tudo de uma vez que WINGS se torna um álbum aproveitável para muita gente.

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11 comments

  1. Um dos casos de não gostar de BTS são dois, as fãs e porque eles não acertaram com alguns erros do passado. Em algumas músicas as vozes deles entre si não se casam e não fica uma harmonia muito bonita_disse isso numa comunidade do face e apareceu fã de tudo que é canto pra me xingar e por ter dito que achava eles estranhos 😐_ sem falar que não engoli essa nova deles e todos os álbuns deles que peguei pra ouvir tem que ter algumas músicas que não goste
    O rapper deles pode ser bom algumas vezes, mas quando algumas erra e feio e deixa toda a música um saco, e pra piorar é ter que aturar a exaltação da comunidade atual capopeira achar a merda mais quente. Tem um cara entre eles que tem a voz irritante desde o debut e até agora não corrigiu. Achei o álbum e os singles deles ano passado mais ouviveis
    Mas parando pra pensar num saldo geral de álbuns deles esse regular até foi um pouco alto pra eles, porque é difícil álbum de k-pop, principalmente boygroup ter um álbum completo que se valia a pena ouvir e baixar _salvo o Shinee_

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  2. Eu acabei de viver um inception em que eu pensei “hmmm vou dar uma olhada nos blogs sobre kpop e depois ir reescutar o Wings” e quando eu chego aqui bato de cara com o review do álbum. Eu não concordo muito com você mas não sei se é por eu ter avaliado as músicas isoladamente e ter digerido o álbum aos poucos. No começo eu achava bem ruimzinho e conforme fui escutando ele foi ganhando mais apreço, talvez o problema realmente seja a ordem das faixas. E muito feliz que você tenha gostado de Stigma, é a minha favorita também!

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  3. Eu não acredito que vivi pra ver isso. XD
    Maaaas enfim, o Wings foi um dos meu álbuns de kpop preferidos do ano (coisa que não é muito difícil, mas ok), em grande parte porque depois do TMBMIL Pt2 eu fiquei na expectativa da salvação do kpop e tals, e ai eles me soltam uma Fire… méh… :/
    E Lie deve ser minha preferida do álbum, junto com o lead single, mas isso também é porque eu amo a voz de cabrita no cio do Jimin (o mano que canta a música), que inclusive eu acho que é o cara que todo mundo fala que tem a voz irritante e tals. :v
    Do álbum eu só achei bem meia-boca mesmo Begin, porque o refrão disso é broxante, sendo que o JungKook é o main vocal do grupo e todo mundo queria uma gritaria bem básica @_@ e First Love, porque o Suga (o lead rapper) já fez uns trinta raps nesse estilo dramático que passam 2 minutos parecendo que vão à algum lugar pra continuar a mesma merda até o final… na verdade eu já escutei esse álbum alguma vezes e eu nem lembro se essa porra tem refrão ou não, sem falar que isso é a cara das intros que batem ponto em todos os álbuns deles, eu nem me surpreenderia se isso na verdade fosse só uma intro que eles não acharam boa o bastante e deram pro Suga cantar. @_@
    No mais, eu concordo com a maior parte desse review, incluindo os destaques. \o/
    Qual vai ser o próximo agora? O álbum do Exo?????? IKON????????

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  4. Nossa que estranho essa Review bem aleatória aqui no blog, não que seja um problema (pelo menos pra mim).

    Não concordo muito com sua opinião geral pq eu abracei a roposta do álbum.
    Lie é provavelmente uma das minhas preferidas justamente pelo refrão que muda pra uma entonação mais “alegrinha” (e lembra uma música de encerramento pra um filme emocionante) sem falar que combina com a letra da música.
    First Love eu achei brochante no começo tb mas depois de umas ouvidas, eu curti mais.
    Reflection sempre me dá uma sensação de que falta alguma coisa.
    Eu simplesmente ODIEI o álbum de Cypher em diante com exceção de Wings.
    A minha favorita é Stigma pq essa música é FODA (R&B feito direito)
    Pra mim…

    Nota: 8,0

    Destaques: Stigma, Lost, Lie, Mama, Begin, BS&T(pq n BT&S) e Intro

    Desgraças: Cypher, 21st Cenrury Girl, Baladinha do final

    Só pra avisar não puxo o saco dessa porra mas reconheço que eles são um grupo bem acima da média pro boybands mundialmente falando, que nem SHINee, mas sei que Dougie não curte nem BTS nem SHINee (o que é uma pena), enatao foda-se

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