ALBUM REVIEW #16: IU – Palette (21.04.2017)

Nos primeiros dias de vocês respondendo o formulário eu percebi que uma boa parcela curte muito as reviews que faço aqui e queriam mais reviews de álbuns no blog, o que foi uma surpresa para mim pois eu curto fazer reviews de álbum mesmo sem a frequência desejada. Mas antes de sair prometendo mais reviews, vou primeiro fazer os que já tinha prometido fazer em algum momento desse ano e botar um pouco de ordem na casa. A começar por IU e o seu 4º álbum de estúdio, Palette, que você lê agora.

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Artista: IU
Álbum: Palette
Lançamento: 21/04/2017
País: Coreia do Sul
Nota do blog: 64/100 (Bom)
Top 5: Jam Jam, Black Out, Palette, Dlwlrma, And So Love Is
Ouça legalmente: Através do Spotify, seus adoradores de download no k2nblog

O ÁLBUM

Eu não vejo o porquê de dar uma nota diferente para o Palette que não seja a mesma do My Voice da Taeyeon, pois ambos possuem praticamente a mesma intenção e os mesmos problemas. Assim como Taeyeon, IU quis mostrar diferentes faces e sonoridades dela mesma e juntar encapsulá-las num álbum, como uma paleta de cores, e assim como no My Voice a ideia meio que morreu na faixa 6. No caso da IU, Palette parece mais uma paleta de tonalidades distintas de azul ao invés de uma Paleta de cores distintas, pois tirando 3 faixas dele o álbum se desenvolve lentamente em faixas acústicas, baladas e tons indie, o que não é um problema mas meio que não cumpre com êxito a proposta do álbum. Em contrapartida, os highlights do álbum são muito bons com uma qualidade de produção impecável, mas a tracklist sabota qualquer pretensão de ser um álbum ótimo.

Eu gosto de ressaltar sempre de como a evolução da IU é algo muito interessante pelo fato dela ser constante. A IU de Palette não é a mesma do Modern Times, que é diferente do Last Fantasy e passa bem longe do Growing Up. Nos full albuns dá para perceber as diferentes fases da carreira da IU e como ela faz essas diferenças terem sentido e alguma ligação entre si, tendo uma discografia que evolui junto e de acordo com o artista. E IU vem mostrando que sabe fazer música desde que parece mais livre para explorar a sonoridade que quiser na indústria. Nem sempre isso vai resultar em obras primas como Modern Times, mas não é como se desvalorizasse o artista. Palette é um bom álbum com boas músicas e um jam  (Jam) pronto para ser a música de 2017 pelo menos no K-pop, mas nada que vá além do bom.

FAIXA A FAIXA

Dlwlrma poderia ser um deboche de IU sobre como todas as pessoas a olham no instagram esperando alguma polêmica dela com Sulli ou Jiyeon ser publicada quando é só mais uma forma de IU controlar a nação da maneira como ela quer através das redes sociais, mas não tem nada a ver com isso então vamos seguindo. Eu gosto de como o vocal mais juvenil do que o habitual da IU contrastando com o instrumental tirado de algum número de jazz da Broadway favoreceu ambos os lados (O instrumental não ficou só uma tentativa de jazz falha e o vocal não está tão enjoativo quanto poderia ser), sendo a maior proeza da música. É uma faixa divertida e simpática, é gostosa para se imaginar numa caminhada pelas ruas de um musical. Daí voltamos a IU sóbria com Palette, onde IU está satisfeita consigo mesma no auge dos seus 25 anos. Mesmo com toda essa coisa intimista onde temos IU se abrindo para o ouvinte falando de como ela está incrível hoje em cima de um instrumental “Fora do óbvio” ser interessante no geral, o fato de ser uma title track da IU e não uma OST qualquer meio que valoriza a faixa. Quer dizer, é uma boa música, mas o hype que eu tenho é mais pela IU do que pela música em si.

A seguir já temos a 2ª title track do álbum, “Ending Scene”, onde temos a 1ª baladinha do álbum e a única a ser favorecida pela tracklist, basicamente. A faixa é bem basicona, com isso aqui sendo IU cantando sobre o ato final de um relacionamento que é quando acaba e você só deseja que o ex parceiro seja feliz em cima de um piano e violino, e o que poderia ser uma quebra de ritmo no álbum acaba sendo uma boa transição de faixas, pois assim como Palette é de um beat mais lento para introduzir uma ballad, a faixa seguinte “Can’t Love You Anymore” também é de um ritmo mais lento, mas que faz com que a nuance de ritmos seja gradual no álbum. É uma pena que Can’t Love You Anymore simplesmente não funciona comigo. É uma daquelas faixas que eu sei que é boa pois tem vários pontos positivos que eu posso pontuar na faixa, como os elementos do instrumental sendo bem acionados e removidos durante a execução, a faixa ser uma faixa de bar noturno alternativo que eu adoro, a harmonia incrível entre IU e Oh Hyuk e, principalmente, o “MV” de 10 centavos upado na conta de youtuber da IU com eles cantando a faixa em frente a um fundo verde como um karaokê mesmo. Mas isso tudo não faz querer ouvir de novo e de novo. Habitualmente, no aleatório, não ofende, mas não é uma das minhas favoritas do álbum.

Mas isso passou, e agora temos uma das faixas do ano no Asian Pop so far, Jam Jam, na qual IU canta sobre querer sexo casual e não se enrolar com sentimentos em cima de um upbeat pop dançante (Sim) e com um vocal em tom bem debochado, quase como se ela tivesse cantando Twenty Three versão sexual. É uma novidade interessante para IU, e uma daquelas faixas mais miradas ao mainstream e com cara de ser hit do povão, mas isso e a Coreia provavelmente não estar apta a lidar com IU cantando sobre sexo casual implicitamente na TV aberta meio que sabotaram qualquer chance disso virar single. Black Out mantém o alto nível com um número pop/rock que faz o ouvinte sentir good vibes o tempo todo, pois a própria IU faz isso com sua interpretação de “Tanto faz, vamos viver enquanto podemos” da música. E Black Out finaliza a parte ótima do álbum, e o que temos depois disso são 4 baladas que deixam o álbum bem carregado.

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Muitas baladas em um álbum pop só funcionam em 2 ocasiões: Quando elas estão distribuídas separadamente dando diferentes nuances e nivelações sentimentais ao álbum, e quando o álbum pop é focado em baladão (Olá, Adele). Mesmo assim, as faixas tem que ser bem únicas e manter um nível muito alto para não ficar uma experiência chata de ouvir, a não ser que você dê muito passe para o ato em questão. E, bom, não foi o meu caso com Palette. “Full Stop” é uma baladinha com um piano que mais uma vez ganha pontos por ser IU promovendo isso a faixa do álbum dela ao invés de largar isso na OST de uma Descendants Of The Sun da vida. Dá para fazer a mesma descrição com “Through The Night”, só que com o foco no violão e ainda mais sortuda em ter virado uma das faixas promocionais do álbum.

“And So Love Is” é a melhor balada do álbum, onde temos IU num instrumental acústico cru cantando tragicamente e melodicamente lembrando as ótimas baladas do REAL+, e passa um impacto a mais cantando a mesma música de fim de relacionamento se comparadas as outras faixas onde não parece ter esse tipo de carga emocional, mas a tracklist não a favorece em nada e ela meio que perde um pouco de brilho no álbum, que termina com “Dear Name” sendo mais uma OST promovida à album track, o que é meio que comum demais para fechar um álbum.

VALE A PENA OUVIR?

Acho que todos deveriam ouvir as faixas que coloquei no Top 5 + Can’t Love You Anymore. Eles fazem o álbum valer a pena. Do mais, é mais um álbum que, pelo nome, poderia ser candidatíssimo a álbum do ano, mas o conteúdo não faz jus a isso sendo que, se o álbum acabasse em Black Out, seria fácil o melhor EP do ano. Então é aquilo, ouça mas sem colocar expectativas muito altas pelo que vier, pois pode acabar se decepcionando.

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6 comments

  1. Ahhh, voltaram os reviews ❤ Enfim, a semelhança com My Voice é bem grande, nesse ponto (apesar de eu achar a IU mais carismática que a Taeyeon e mesmo assim preferir as baladas da Teião kkk), pra mim a única baladinha que funcionou mesmo foi Can't Love You Anymore (e Through the Night, tipo, antes de dormir) e o resto achei bem homogêneo e até meio maçante (mais até que as da Tae), mas enfim, só por Palette (uma das melhoras músicas good vibes ever) e Jam Jam já vale a existência desse álbum ❤ De resto Dlwrma e Black Out também funcionaram ótimas como b-sides… Agora é já esperar que a próxima solista coreana que tente revolucionar o capope não caia no mesmo erro de ep bom que vira cd médio…

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  2. O álbum ta bem coeso e até as baladinhas já eram esperadas, achei lindo álbum mas não faz meu tipo de ritmo. E sobre a IU cantar e ter liberdade criativa foi por conta dela ter esse sucesso todo e a fanbase ser fiel a ela a anos, IU não debutou ontem e agora ela mostra suas facetas com segurança e sem medo nenhum. Depois de 23 ela se tornou uma das solistas mais interessante em atividade na Coréia pra mim

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