Mid Year 50: As preferidas da metade de 2017 [50~36]

E chegou o momento de dar uma analisada no que rolou de melhor em 2017 até o momento, e pelos próximos dias vou revelar para vocês as minhas faixas prefeidas do 1º semestre do ano, que começou meio capenga mas, aparentemente, engrenou de vez nesses últimos meses. Assim como no Mid Year 50 do ano passado, vão entrar as músicas que foram lançadas até o dia 31 de junho, mas a única exceção desse top será Watch Me Move da Uhm Jung Hwa, pois quem esperava que ela ia lançar um hinão LGBT daqueles na última semana do ano passado? É, pois é, saiu cortadíssima do top de 2016 mas vai ser lembrada esse ano sim. Por enquanto, vamos ao primeiro corte de 15 músicas do top:

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A lei na discografia do Girl’s Day é de Title Tracks arrebatadoras com Album Tracks meia boca, mas em 2017 a coisa mudou: Em um dos poucos momentos em que a Title Track foi só OK (No lançamento, agora eu simpatizo muito mais com I’ll be yours), elas entregam o melhor EP da vida delas. E o destaque do álbum pra mim (Ao contrário do povão que deitou pra THIRSTY) é o pancadão rala cu “Don’t be shy”, um hinão ousado pedindo para você não ser tímido.

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Natsume Mito deve ser jogada pra escanteio agora que ela flopou pesado com seu álbum e Nakata deve investir em uma nova cria (Que os fãs de Kyary deveriam ficar de olho pois essa Momo Mashiro fez exatamente o auge musical da Pamyu em Jump In Tonight), mas pelo menos ela largou NATSUMELO, a faixa country/EDM mais memorável do Nakata até aqui junto à Miracle Worker do Perfume. Vai ver é por conta de Natsume combinar com essa coisa mais menina pobre do interior e… É, provavelmente é por isso mesmo, e que bom para Natsume, que provou que pode ir além da piada da franja, musicalmente falando.

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Ka-CHING é a prova de que nem tudo está perdido e os boygroups coreanos ainda conseguem lançar uma farofa tosca sem querer socar conceitos que não deveriam existir e só deixam a experiência tosca e pedante ao invés de tosca e divertida. Tudo bem que isso é um single japonês de uma unit do EXO, mas o Japão ainda aceita uns manos dançando engraçado em um fundo verde, e se isso continuar rendendo farofinhas boas como Ka-CHING, não tenho o que reclamar aqui.

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Che’nelle é uma artista que nasceu na Malásia e tem descendência australiana-asiática, e de alguma forma o Japão adotou ela para fazer sucesso por lá (Principalmente com seus covers). Eu já a conhecia a muito tempo mas não tinha muito interesse no que ela lançava… até que esse ano ela lançou seu 5º álbum japonês “Destiny”, que é um dos melhores álbuns que ouvi esse ano (Junto com o BLACK e o WA to YO). Sério, o álbum está bem bom e um dos destaques é essa Love Sick, com um instrumental retrô jazzy mais frenético e ela arrasando em sua interpretação vocal de como está doente de amor.

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O Japão hita cada bomba idol e midtempo meia boca que é até chocante quando uma música boa faz sucesso por lá, para variar um pouco. Eu não conheço muito sobre a vida dessa Beverly, mas I need your love acerta no tempo mais acelerado em uma faixa que grita pop ’00 de qualidade

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Esse é um dos momentos no qual eu entro em contradição comigo mesmo ao achar a fase atual de Kana Nishino um pé no saco enquanto emulações descaradas da mesma funcionam calmamente em minha vida. Eu não sei o que essa chay tem de tão diferente e único para eu amar e venerar há mais de 2 anos, mas ela lança umas coisas tão adoráveis e tão vibrantes como essa Manatsu no Wakusei que fica muito difícil eu não desistir dela até aqui. A música é ótima no que se propõe e torço para ela ir além de One Hit Wonder que ela é (Já que Tomomi Itano deve parar de tentar ser diva de boate para ir no caminho mais fácil também emulando Kana Nishino, devia pegar algumas dicas com a chay aí).

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Os primeiros meses no Japão estavam bem difíceis, pois todo mundo que não se chamava Koda Kumi estava reaproveitando todo material possível e lançando álbuns de estúdio com 3 faixas inéditas. Esse último álbum da Mika Nakashima tinha coisa de três anos atrás sendo relançada hoje em dia, pfvr. Das coisas inéditas do TOUGH, a melhor coisa foi a sua faixa-título, um ato pop/rockish clássico da Mika, e com isso entendam como muito bom.

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Miyu Inoue é outra rookie na J-music que logo no seu 1º single já pegou uma bomba: Servir de ending para Dragon Ball Super, um troço horroroso, que ficava pior a cada EP e de mal gosto até para o Akira Toriyama, que teve que meter o dedo na produção para ver se salvava um de seus principais títulos do limbo (Dizem que as coisas melhoraram nesse último arco, mas não tive coragem de ver ainda). E não é que Boogie Back é maravilhosa e foge da cartilha rock que uma anime song tem que seguir quase sempre? Boogie Back é uma faixa pop bem gostosa, e provavelmente a única coisa genuinamente boa envolvendo Dragon Ball Super até aqui.

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Remember é o acerto de Nine Muses dentro de diversos atos que tentaram essa coisa de refrão explosivo deslocado dos versos mais lentos, onde os produtores fizeram o favor de deixar o refrão aumentar a qualidade da música toda ao invés de ofuscá-la por completo. É o tipo de música que cresce comigo muito fácil, então quem sabe no fim do ano elas consigam algo além desse tímido #42 de agora.

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Já As If It’s Your Last é um acerto do BLACKPINK dentro da própria discografia do grupo, uma coisa mais idolesca comum no meio dos 300 descartes de meia bomba a passáveis do 2NE1 que elas lançaram até aqui (Tá que vocês me encheram o saco falando que isso é outra cópia e descarte assumido de 2NE1 que já consigo ouvir Park Bom cantando esse refrão). A YG já correu pra falar que isso é um ❤ PRESENTE PARA OS FÃS <3, mas quem sabe esses trezentos recordes no YouTube que o allkpop vem noticiando toda semana não faça o Yang mudar de ideia e adotar esse som mais idol fun como o principal do grupo?

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O que diferencia Subin de todas as outras solistas indie de coffee shop na Coreia é que… Bom, ela DE FATO não tem orçamento para bancar decentemente uma carreira solo, né? Então ela vai lá e produz seu material, vai pra praia, chama uma equipe de direção e fotografia que está fazendo promoção de 50% de desconto e lança seu álbum do jeito que dá. Por outro lado, esse tipo de trabalho deixa o som do artista 100% autoral e cheio de identidade devido a liberdade de fazer o que quiser aqui, o que valoriza até baladinhas no piano como Strawberry, que ficou linda na voz e interpretação da Subin, mas poderia se tornar um porre com qualquer outra (o) vocalista da vida.

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O projeto LOONA que consiste de 12 integrantes e vai debutar em 2018 estava cambaleando musicalmente, mas nos últimos meses as coisas foram para outro nível com os solos de JinSoul e, principalmente, Kim Lip, entregando tudo de si para fazer jus as referências R&B sensuais que BoA havia deixado há 2 anos com Kiss My Lips. Para azar de Kim Lip, a própria BoA resolveu botar basics em seus devidos lugares no fim do semestre, o que acabou derrubando algumas posições de Eclipse, já fazendo ela ser cortada nessa primeira parte do top.

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FINGERTIP é o melhor single de GFRIEND até hoje, largando de vez as demos de Into The New World e dando uma acelerada e uma guitarra muito bem executada no instrumental todo, dando aquela sensação de pop enérgico que todo pop com guitarra tem que ter. GFRIEND emulando KARA >>>>>>> GFRIEND emulando SNSD.

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Quando Kaji Hitomi anunciou seu álbum NAKED com ESSA CAPA aí eu me senti na obrigação de dar uma chance, pois ninguém bota os peitos a jogo para serem cobertos por um brush quase revelador a troco de um álbum meia boca, né? Daí que no meio de um monte de balada japonesa obrigatória, a parte pop do álbum é bem boa até. Um dos destaques é Bad Girl, tão boa e forte quanto toda faixa feminina de nome “Bad Girl” sugere ser. Destaque para as palmas e os elementos unicamente colocados para dar impacto e ritmo à faixa, pois funcionam muito bem.

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Já “Utopia” foi uma decepção para mim como fã de Kato Miliyah. Não pelo fato de não ter nenhum upbeat no álbum e se resumir a baladas e R&B old school (Além da versão japonesa de How Far I’ll Go), porque ela sabe fazer isso muito bem. Mas não rolou muita inspiração em nada ali, e as músicas além de serem mais do mesmo no catálogo dela, só foi feito para ser um álbum bonito de ouvir e nada além disso. A melhor faixa do Utopia é Triangle, uma balada que começa no piano e, conforme o desenvolvimento, vai ganhando novos instrumentos e se transformando em uma linda orquestra. Um dos poucos momentos do álbum que Miichan estava mais inspirada tanto na sonoridade quanto em sua interpretação.

Amanhã, mais 10 faixas rodarão. Apostas para o top 10? Sua favorita já rodou aqui ou você está na esperança de uma posição melhor para ela? Será que no próximo corte teremos tantas faixas japonesas como tivemos aqui? E na parte de K-pop do post, alguma surpresa? Deixa aí o seu comentário e stay tuned para as outras partes do Mid Year.

 

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18 comments

  1. “O Japão hita cada bomba idol e midtempo meia boca que é até chocante quando uma música boa faz sucesso por lá, para variar um pouco. Eu não conheço muito sobre a vida dessa Beverly, mas I need your love acerta no tempo mais acelerado em uma faixa que grita pop ’00 de qualidade”

    Eu ri de nervosa com as verdades ditas XD . Sobre a Beverly, ninguém sabe muito dela, a não ser que aparentemente ela é americana, e ganhou notoriedade em concursos de calouros por gritar mais alto que as concorrentes, ela debutou com esse álbum ai, e milagrosamente não flopou! 2017 está sendo ótimo pro jpop até, vários debutes estão prestando, talvez isso faça a galera antiga sentir o peso da concorrência e tomar vergonha na cara!

    E pro kpop também tá sendo ótimo, olha quanta música boa chutada já, é só estamos na primeira parte do top do meio do ano! (compare com 2016 e chore até desmaiar!)

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  2. Ka-Ching na lista de alguém, que surpresa. Mas não posso dizer que não esperei a música do meu MV tosco preferido do ano até agora em alguma lista.
    Nada contra as PretoRosaNaSuaArea, mas na frente das musas? Eu nem gostei muito de Remember, ouço só pelo fato de ser cantado pelas 9muses, mas, sla.
    E Tchan Tchan Tchan Fingertip já passou? Espero que tenha CAMO e Black em algum lugar no top 10.

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