TAG | Amor à terceira ouvida

Esse povo da internet tem uma criatividade para arrastar outras pessoas para suas ideias avant garde, né? Com essa premissa, cá estamos em mais uma tag feita pelo blog, numa das coisas mais antenadas com a atualidade digital influencer que vemos tanto em blogs quanto no YouTube. Dessa vez a tag que o Lunei do Esquadrão Lunático me marcou envolve em listar, originalmente, 5 músicas (ou 6, se quiser ousar) que eu não gostava num primeiro momento, mas por alguma razão passaram a funcionar comigo depois de uns dias na playlist.

Acontece que eu sou uma das pessoas mais voláteis que você pode vir a conhecer, especialmente se tratando de música. Eu nem sei porque eu mantenho um blog na internet pensando por esse ponto, já que uma das regras da internet é JAMAIS MUDAR DE OPINIÃO, pois você será uma ALEIJADA HIPÓCRITA se você fizer isso, e acontece quase que frequentemente de eu achar a música um lixo e 2 meses depois já estar na boate gritando QUE HINO quando ouço. Foi com essa ideia e a vontade de vocês verem mais playlists nesse blog que eu resolvi montar uma PLAYLIST DE VINTE E UMA FAIXAS que eu desgostei no início e hoje tem um espacinho no meu coração.

Ah, vou marcar logo a Driele do Não Seja Julieta para fazer a tag também, pois adorei que ela fez a última tag que eu marquei ela e já estou no aguardo dela fazer essa também. Sem mais delongas, vamos para a playlist:

01. Ayumi Hamasaki – Feel The Love: Não dá para falar de músicas que passaram do lixo para o hino sem falar de Ayumi Hamasaki nessa década. Ayuzão passou por momentos difíceis na sua discografia e praticamente tudo que ela lançava era altamente criticado por todo mundo, especialmente na era Colours, onde Ayu buscou sua reinvenção para o dance… E foi gongada até não aguentarem mais. Uma dessas faixas é a ridícula “Feel The Love”, que parece aqueles EDM de curso de DJ de tão amador. Feel The Love tem um PV ainda mais ridículo onde a mulher ocidental faz uma dieta (que tenta ser) hilária e passa por toda uma transformação simplesmente para virar Ayu e pegar o boy. E é por causa desse PV ridículo que eu passei a amar a música, pois eu passei vidas vendo a cara de pau da Ayu em fazer uma marmotagem dessas na sua videografia (Fora que viria coisa PIOR depois). Quase coloquei You & Me pelos mesmos motivos, mas aí lembrei que dessa eu já gostei desde o início.

02. BoA – Message: Eu nunca fui muito fã de BoA a ponto de engolir as coisas que ela lança logo de cara como faço com Lee Hyori, e essa Message tinha 2 fatores que me fizeram desgostar da faixa: Uma foi logo de cara, achando um R&B insosso e sem nada de interessante (Ela tinha lançado Only One no ano anterior, ou seja…), e depois foi no lançamento do single, quando a outra A-side “Call My Name” era infinitamente superior. Depois de muito tempo que eu fui gostar de fato de Message, por achar que ele funciona bem no contexto do festival de reciclagens que foi o WHO’S BACK? (Que não sei vocês, mas tirando a marmotagem caça-níqueis da BoA eu acho um ótimo álbum até).

03. NS Yoon-G – Miss You Again: Antes de abençoar nossas vidas com as razões dela ser uma bruxa, NS Yoon-G lançava uns singles avulsos que mais tarde encheriam o EP Neo Spirit. Um desses singles foi Miss You Again, que de início só achava que era mais uma faixa meia boca qualquer, mas por alguma razão eu resolvi colocar na minha playlist de uma das viagens que eu fiz, e a viagem foi uma das mais agradáveis que eu fiz. Daí em diante passei a ter um carinho bem maior pela música.

04. Jun Hyo Seong – Into You: Depois da cataclísmica Good-night Kiss acho que qualquer coisa que Hyosung lançasse na época não seria a mesma coisa, mas Into You foi simplesmente decepcionante na 1ª vez que ouvi. Achava a música derivativa demais na época do lançamento, mas depois de um tempo ouvindo e ouvindo, meio que sem nenhum compromisso as repetições da faixa ficaram na minha cabeça, e logo depois o resto da música ficava na minha cabeça, e aí não tinha mais jeito, já estava aceitando Hyosung no meu coração de novo.

05. T-ara – So Crazy: Muitas faixas acabam sendo boicotadas pelo histórico dos grupos em questão. T-ara, por exemplo, que lançava jam em cima de jam durante uns 4 anos, de repente veio com essa So Crazy que, de primeira, soava boba e irritante demais para colar comigo. Literalmente na 3ª ouvida eu passei a aceitar mais calmamente So Crazy na minha vida, e a versão em chinês funcionando bem melhor meio que fez eu gostar de vez do comeback.

06. Nine Muses – Ticket: Nine Muses também vinha de dois singles fortíssimos na época de rookies até que… Bem, elas me lançam esse tecnobrega aí em Ticket. Eu fiquei uns bons anos ouvindo isso e pensando “QUE PORRA É ESSA?”, até que eu passei por uma fase ouvindo umas coisas meio bregas e gostando, meio que não ligando em achar as músicas que ouvia obras primas e somente focando em ser divertido de ouvir. Ticket veio nessa leva de músicas, e hoje é um dos meus singles favoritos das musas.

07. AKB48 – Koisuru Fortune Cookie: Todos concordamos que AKB48 é uma das piores coisas já inventadas na música pop e abominamos isso a cada single que elas lançam, sendo um ódio meio que no automático. Mas vez ou outra elas acham o limiar da breguice sonora de um idol group japonês comum com uns versos safados ou um instrumental chiclete que grudam na mente como ninguém, como nessa Koisuru Fortune Cookie que de início achava uma bosta e hoje é uma das 4 únicas músicas que gosto de AKB48 até o momento.

08. G.NA – Oops!: G.NA vinha de uma sequência ótima de singles, até que tudo parecia ter descambado em Oops!, uma faixa onde G.NA é mais feat. dos raps do Ilhoon do que lead na própria faixa (A Cube fez de tudo para BTOB acontecer nos primeiros anos de carreira). Toda a sonoridade mais doce e menos fatal do que Top Girl e (Principalmente) 2HOT quase que mataram a G.NA comigo porque a música simplesmente não deslanchava como deveria, mas depois de ouvir várias vezes eu parei de esperar uma explosão e só passei a curtir a vibe de safada aegyo que a própria G.NA queria entregar, e hoje adoro esse hininho intimista.

09. HyunA – Roll Deep: Mais um feat. Ilhoon porque a Cube quer que eu leve ele e BTOB a sério (Paga de badass nos feats. e faz umas baladas furrecas como single principal, vai entender). Passei uns bons meses não gostando e cagando pra Roll Deep, principalmente pela fanbase achar isso o suprassumo da sexualidade e afronte, quando a própria funciona melhor no estilo mais debochado e de duplo sentido em coisas como Red e Ice Cream. Aí ela lançou How’s This que conseguiu ser pior, e aí ficava claro que eu tinha que aceitar a Hyuna badass antes que o buraco ficasse mais fundo se eu ainda quisesse acompanhá-la. Desde então Roll Deep já não soa tão ofensiva aos meus ouvidos e até me pego twerkando ao som dessa faixa de vez em quando.

10. Cyndi Wang – Far Away: Eu já estava meio desapontado com Cyndi Wang por The 10th Cyndi ser um álbum meia boca, e não estava com muita paciência para engolir baladinha clássica no piano, então lembro de ter odiado Far Away quando foi lançado e com medo do que viria depois. Felizmente Prayer Girls existiu salvando o meu natal de 2015, e gostei bastante do álbum e da posição de Far Away na tracklist. Só precisei de uns momentos de bad para colocar como música de fundo e hoje ser a minha balada favorita da Cyndi.

11. S.H.E – Can Not Wait: Eu fui conhecer Mandopop a fundo com Jolin Tsai e S.H.E, que em 2012 eram as grandes referências de Taiwan para todas as pessoas que eu conhecia e escutavam o pop de lá. E enquanto que Jolin funcionava comigo logo de cara com o MUSE, demorou um tempo para eu engolir o S.H.E com o material de Blossomy (Último álbum do grupo), principalmente por conta de coisas como Can Not Wait soarem sem brilho e era até mórbidas demais como música pop para mim. Depois de um tempo insistindo com S.H.E, Can Not Wait deixava de ser algo fora do meu gosto e passava a ser mística e conceitual. Blossomy ainda não funciona comigo por completo, mas reconheço essa música com um dos grandes destaques dele.

12. Lee Hi – 1, 2, 3, 4: O debut da Lee Hi me parece todo errado na questão de vídeo, pois ela parece extremamente desconfortável com o YG Style que jogaram nela. A música também não funcionava comigo, uma vez que o som simplesmente não tinha nenhum momento de explosão, sendo linear e chato de início. Só fui gostar de 1, 2, 3, 4 quando ela lançou Rose, pois eu adorava essa faixa e resolvi dar uma chance de novo pra Lee Hi. Ainda sinto que a música poderia ter algo mais memorável e expressivo, mas hoje em dia gosto bastante da linearidade soul que ela possui, e acaba sendo divertido de ouvir.

13. Perfume – Spending All My Time: Na época que conheci J-pop havia meio que duas regras entre novatos de J-pop: Nunca comecem com idol groups, e nunca comecem com atos do Nakata. Obviamente não conhecia a 2ª regra e fui ouvir logo Spending All My Time do Perfume. Começou com “QUE PORRA É ESSA???” e deixei de mão, mas a letra inteira com 10 palavras diferentes não saia da minha cabeça de jeito nenhum, e não demorou muito para eu amar esse hino, que até hoje acho a 2ª melhor coisa que Perfume já fez (Party Maker rainha).

14. CNBLUE – Loner: Começando com a cota de oppas da playlist, ainda não entendi muito como CNBLUE funciona comigo. Tem músicas que acho ótimas de início e um porre depois, tem músicas que acho um porre no início e continuo achando um porre hoje (Basicamente toda a discografia recente da banda), e tem músicas que acho um porre no início e um hino depois de um tempo, sendo Loner a mais marcante dessa 3ª leva de músicas. Tudo tem que passar pela fase porre, e para a sorte de Loner, foi quando eu conheci a banda há uns 6, 7 anos atrás e me perguntei se aquilo dava pra ser chamado de rock.

15. Super Junior – Mr. Simple: Quem acha que eu pego pesado com iKON hoje não me conhece na época que eu era hater de Super Junior no auge da minha adolescência (A parte adolescente de 2009~2011 que hoje paga de adulto moralista na fanbase não era muito diferente dos adolescentes atuais não). Tudo que tinha o nome delas era um ódio automático (Menos Opera, um hino que supera barreiras), mas depois que essa fase passou eu dei uma chance para algumas faixas do grupo, sendo Mr. Simple a mais relevante delas (E, consequentemente, a que mais gosto até hoje). Depois essa fase de coração aberto para Super Junior passou e hoje faço parte do 97% das pessoas que não ligam para esse grupo.

16. EXILE – Bow & Arrows: Diferente do E-Girls e seus grupos, o EXILE e seus grupos nunca funcionaram comigo por razões meio óbvias. Uma das raras exceções do grupo é Bow & Arrows, que eu odiava pela música longa demais e o PV (que ainda é) bem toscão, mas isso tocava a cada meia hora por um DJ fã de EXILE na época em que ouvia rádios J-pop na internet, e a música acabou colando comigo pela insistência. Continuo achando que quem tem E-Girls na vida não precisa de EXILE, mas Bow & Arrows segue viva na minha playlist.

17. E-Girls – Mr. Snowman: E-Girls sendo kawaii já é ruim, então tudo indicava que E-Girls fazendo kawaii natalino seria ainda pior… E foi mesmo, no lançamento eu achei isso simplesmente ridículo. Mas quando chegou o natal mesmo eu pensei “Ah, vou ouvir agora que estamos na ocasião né” (Mesmo que o natal aqui seja com um sol de 32º graus queimando sua cabeça no início do verão). Resultado: Até hoje escuto essa música e acho um dos poucos acertos que o lado kawaii do grupo proporcionou.

18. Rainbow – Tell Me Tell Me: Mais uma música que eu odiava no lançamento mas passei a gostar depois que o comeback seguinte foi pior. Rainbow aegyo depois da sequência maravilhosa de singles entre 2010 e 2011 era um erro sem tamanho, mas aí elas lançaram Sunshine que conseguiu ser ainda mais tosco para a parte 2 do Rainbow Syndrome, e pareceu que Tell Me Tell Me era um hino perto disso. Hoje até aceito Sunsinhe calmamente, mas não chegou a gostar como eu adoro Tell Me Tell Me.

19. Secret – Yoo Hoo: Secret era outro grupo que estava dando certo e vingando com sexy concept e aí resolveram retroceder pro aegyo beirando ao infantil em Yoo Hoo. Chega a ser um crime Hyosung ser submetida a isso (Claramente não funciona nela), mas algo nesse refrão não me fez desistir da faixa mesmo a odiando. E foi nisso de não desistir e não desistir que depois a chave virou e comecei a achar insanamente divertido de ouvir.

20. Ayumi Hamasaki – Shake It♥: Começamos com Ayu, terminamos com Ayu, certo?! A sequência de guilty pleasures que essa mulher lança até hoje é maravilhosa, e tenho que fazer menção mais que especial ao Party Queen pois, além de ser um dos projetos mais emblemáticos de Ayuzão, foi com ele que conheci a lenda… E odiei boa parte das tosquices que o álbum possui, mesmo gostando da Ayu em si (Se autoproclamar rainha da festa ficando de 4 na frente do espelho usando somente um biquini, definitivamente não é para qualquer uma). Uma das músicas que mais odiei foi Shake It♥, pois nada tinha nexo com nada nessa música. E continua não tendo, Ayu tentou misturar tudo na faixa e acabou não rendendo nada, mas eu nasci para engolir seco os troços que essa mulher desova na música, e estou aí venerando e enaltecendo Shake It♥ sempre que posso (Até porque o Party Queen virou obra prima depois que o Love Again saiu).

BONUS TRACK. Rollin Wang – Chick Chick: Na 1ª vez que ouvi a música ser basicamente uma mulher cacarejando por mais de 3 minutos eu fiquei meio “QUE PORCARIA É ESSA?”. Na 2ª vez eu já estava “QUE PORCARIA É ESSA E POR QUE ESTOU AMANDO ISSO?”. No 3º play eu já tinha me rendido e não sabia como vivi todo esse tempo sem a existência de Chick Chick na minha mente. Obrigado a todos os responsáveis por inventarem isso, pois me ajudaram a compreender que música boa também é aquela porcaria divertida e toscona que não precisa ter toda uma filosofia por trás para ser icônica.

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17 comments

  1. Parece eu listando kk Top 5 é pros fracos. Tem músicas demais que a primeira ouvida é horrorosa, mas depois estamos lá curtindo como se fosse uma maravilha. Acontece direto.

    Gosto bastante de CNBlue, mas tb fico no mesmo sentimento, daí coloco o 392 Concert e fico feliz (tem no youtube caso não tenha visto, pra mim o melhor show deles).

    Tem várias músicas de grupos que gosto que demorei demais pra curtir. Como ouço mais kpop e como citei num outro blog da madrugada (salvo alterações pra cá rs), se eu fizesse um top teria 4 Walls do f(x), Loving You (Sistar), Signal (Twice), The 7th Sense (NCT U), Russian Roulette e Dumb Dumb Dumb (Red Velvet), Me Gustas Tu (GFriend), alguns solos do Big Bang (Crayon, Doom Dada, Ringa Linga), o início da IU, as últimas do Mamamoo, qualquer uma do Orange Caramel, e por aí vai. A maioria dessas ouço muito hoje, outras apenas gosto mais que antes.

    Mas, de forma geral, música é isso. Mudar de opinião e gosto faz parte. Eu nem kpop curtia direito quando conheci, nem conceito cute ou coisas assim, e hoje to aí ouvindo até Apink. Que se dane o mundo, bora curtir rs

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    1. “Mas, de forma geral, música é isso. Mudar de opinião e gosto faz parte. Eu nem kpop curtia direito quando conheci, nem conceito cute ou coisas assim, e hoje to aí ouvindo até Apink. Que se dane o mundo, bora curtir rs”

      Né? Chega um momento na vida em que tudo é hino e foda-se

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