Album Review

ALBUM REVIEW #26: BoA – Watashi Kono Mama de Ii no Kana?

Mais uma review de álbum japonês aqui no blog, dessa vez com um rostinho bem familiar para as capopeiras de plantão: BoA lançou, mês passado, seu 9º álbum de estúdio pelo Nihon, o “Watashi Kono Mama de Ii no Kana?”, como o 1º de uma série de lançamentos que a cantora está fazendo nesse início de ano (Que conta com o 1º EP coreano “One Shot Two Shot” lançado no fim de fevereiro e “Unchained”, EP exclusivo da turnê japonesa da cantora que começa essa semana). Mas o que o álbum ofereceu para a gente além de uma modesta 13ª posição na Oricon é o que vamos conferir agora.

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ALBUM REVIEW #25: Koda Kumi – AND

Ao longo dos anos acompanhando J-pop, um dos acontecimentos mais importantes para mim dentro dessa fanbase foram os anuais #1 que Koda Kumi conseguia na Oricon mesmo com as vendas cada vez mais baixas. Tivemos alguns ápices com isso, como Kumiko-fãs humilhando os Ayu-fãs por Ayumi Hamasaki não descontar o cheque na Oricon para conseguir os mesmos #1 (Mesmo que, na prática, Koda e Ayu estejam no mesmo nível de limbo) e a façanha de botar os dois W FACE no #1 e #2 da Oricon ano passado e igualar um recorde de mais de 40 anos vendendo 20 mil cópias de cada um. Até que chegamos em 2018 e…

…Os dias de glória morreram com AND alcançando a modesta 6ª posição (Ironicamente, é um peak pior que qualquer álbum de estúdio da Ayu). Mas será que foi merecido AND carregar essa derrota inevitável ou foi injustiçado depois de tanta bombinha que Koda Kumi lançou nessa década? Vamos conferir isso agora!

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ALBUM REVIEW #24: Uhm Jung Hwa – The Cloud Dream Of The Nine

Com as olimpíadas de inverno chegando para eu poder ver Yuzuru Hanyu rodopiando graciosamente na patinação no gelo, vamos ficar oficialmente sem pauta por umas semanas. Se isso fosse um canal no YouTube, esse seria o momento que surgiria aqueles vídeos de 50 fatos ou qualquer coisa do tipo só pra ir passando o tempo e garantir umas views gratuitas, mas eu vou tentar render mais do que isso. Começando com as atividades, uma review do que eu considero um dos melhores álbuns do K-pop na história (Se não O melhor álbum): The Cloud Dream Of The Nine, álbum de retorno de Uhm Jung Hwa para a indústria coreana depois de 8 anos.

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ALBUM REVIEW #22: FEMM – 80’s/90’s JPOP REVIVAL

Mais uma review de álbum no ar, dessa vez cumprindo uma promessa pessoal que era comentar o álbum de covers que o FEMM lançou em outubro. Depois do icônico FEMM-Isation estava claro que as expectativas estavam lá no alto, mas será que elas foram cumpridas? Já aviso que não, e o porquê você confere logo abaixo.

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ALBUM REVIEW #21: TWICE – twicetagram

Hora de mais uma review de álbum, agora com as novas garotas da nação TWICE dando as caras com seu 1º full album “twicetagram”, lançado no fim do mês passado e que já vem quebrando recordes de vendas lá na Coreia do Sul. Será que ele vale os recordes que tem ou é só mais um álbum típico do que se espera do álbum de TWICE? Vamos dar uma conferida agora!

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O ÁLBUM

Assim como a title track, eu não dava nada para esse 1º álbum do TWICE e acabei saindo até surpreso por não ter achado um lixo completo. Boa parte das faixas do Twicetagram (a.k.a todas menos LIKEY e 24/7) são bem safes e só tentam ser agradáveis de ouvir, sem um esforço para tentar algo mais consistente ou que, sei lá, desse mais vontade de escutar. Eu terminei de ouvir o álbum querendo ouvir outra coisa. Um Holiday Night, uma How do you feel now?, o novo álbum da Taylor Swift, qualquer coisa que pelo menos tenta ser algo além de um monte de filler tracks costuradas em um álbum. E enquanto uma parte das faixas é do tipo que funciona com qualquer uma, umas 3 ou 4 músicas são simplesmentes ruins quando nem tentam ser boas, ou seja, um desperdício total (Principalmente Turtle e FFW, as duas faixas mais dispensáveis do álbum principalmente pela sequência das duas músicas ser de coisas semelhantes e melhores).

Mas não é só de pontos negativos que Twicetagram vive. Por exemplo, ele é um dos poucos álbuns que não vai morrendo aos poucos com 4 midtempos/baladões a ponto de parecer um EP que a JYP teve que colocar umas demos aí para encher. A tracklist ainda não é das melhores (Tem umas transições de faixas meio estranhas nesse bolo), mas é um avanço tentarem deixar o álbum todo linear ao invés de só metade dele. Outro ponto que difere o Twicetagram de outros álbuns é da 2ª metade dele ser melhor (Bem melhor, aliás) que a 1ª. Se a 1ª metade do álbum não fosse tão sofrível de ouvir e eliminasse umas 3 músicas meia bomba ruins ali talvez o Twicetagram seria um trabalho que surpreendesse mais pessoas, mas simplesmente não rola. É muita faixa regular e sem muita inspiração em um mesmo projeto, o que só deixa mais forte o fato que o JYP não está interessado em fazer uma discografia tão icônica para o TWICE como ele já fez para o Wonder Girls (E o miss A, em menor escala)

FAIXA A FAIXA

“LIKEY”, como já foi exaltado anteriormente, é um hino que provavelmente acharia uma bosta se algum grupo com histórico melhorzinho aparecesse com isso aí. Mas é TWICE, ou isso ou nada, e estou bem feliz de finalmente ter viciado de uma música do grupo por ser boa mesmo ao invés de só ter um verso que gruda na cabeça e acabar me rendendo pela insistência, então vou gritar QUE HINO mesmo… Até eles socarem uma faixa acústica pra dar sequência ao álbum.

Eu não vou reclamar tanto por essas midtempos acústicas na Coreia serem coisas que ficam agradáveis até com quem não tem a voz pra isso (O que fica bem claro com o refrão, onde os vocais delas nem estão tão harmônicos assim com o instrumental e ainda assim não foi uma tortura ouvir). Mas “Turtle” é só isso: Só mais uma no meio das midtempos fillers de K-pop que todo santo álbum tem. “Missing U” tem um início na mesma linha da faixa anterior, mas o desenvolvimento mais pop teen da faixa nos refrões fez ela se tornar mais memorável e agradável (E coerente com os vocais delas btw), e acaba sendo outra boa faixa do álbum (Só boa mesmo).

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“WOW” volta a deixar as coisas divertidas sendo um ato retrô cute bem óbvio e bem simples, mas não chega a ser ruim. Passa bem longe do olimpo de faixas retrô do Wonder Girls mas, por exemplo, seria uma faixa que o Secret lançaria naquele início de grupo retrô. Eu gosto daquela fase do Secret, e gostei dessa faixa, principalmente por fazer a coisa certa e ser apenas um retrôzinho gostoso para deixar o álbum consistente como um todo (Pena que essa 1ª metade de álbum é sofrível, o que mata qualquer intenção que WOW tenha aqui). Já “FFW” é faixa pra grupo nugu da 16ª camada da deep web que tenta emular TWICE nos dias de hoje, não uma faixa para o próprio TWICE lançar. Já fica ruim num #HASHTAG da vida onde a gente ainda dá um desconto por não conseguirem arrancar algo melhor, e fica pior quando temos TWICE levando uma produção básica dessas a sério. Dá dizer a mesma coisa de “Ding Dong”, sendo que essa é um pouco melhor pelas mudanças de tempo na faixa serem interessantes e fofos com os elementos mais bubblegum pop que elas adotaram aqui.

“24/7” é a 1ª faixa de destaque do álbum fora a title. Os versos mais limpos são o grande acerto da música, pois permitiram que o refrão brilhasse mesmo não sendo muito inventivo, e a música vai ganhando mais e mais elementos até parecer um EDM europeu de algum DJ avulso feat. gostosas como AOA. Inesperado. “Look At Me” começa como uma faixa kawaii meia bomba do E-Girls, mas o refrão é tão gostosinho e tão aquilo que a gente espera de TWICE que acaba salvando a música toda. Terminando a sequência mais forte do álbum, o estilo mais funky de “Rollin’” acaba sendo um ponto fora da curva na sonoridade do grupo, misturando com alguns elementos 80’s dos versos e fazendo dessa a melhor album track do twicetagram.

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“LOVE LINE” tem uma explosão toda estranha. O instrumental como um todo não é tão ruim, assim como a interpretação delas não ser das piores também, mas o conjunto todo junto com a progressão da música acaba deixando tudo desconfortável de ouvir. Tá ruim isso, deviam ter arranjado um jeito do refrão não chegar de forma tão estranha na música. Já “Don’t Give Up”, por alguma razão, me lembra algumas faixas pop de início de carreira de Little Mix/Fifth Harmony. É o tipo de música que passa dentro de um álbum e nem percebo que ouvi, mas separadamente dá uma valorizada, sabe? Bonitinha essa música, mas nada além também. O álbum termina com “Take Me to You” sendo um baladão emocionante daqueles em que alguma vocalista high profile se acabaria gritando na bridge disso (Então ponto positivo pra elas por não matarem o álbum com baladinha meia boca aqui) e “Sleep Tight, Good Night.”, essa sim uma balada acústica fillerzona de 4 minutos que flerta com Bossa Nova (!) em certos momentos da faixa. Eu honestamente estou chocado que elas tenham conseguido segurar uma faixa desse tipo, mas mesmo assim, fillerzão.

VALE A PENA OUVIR?

24/7 e Rollin’ até valem o play, mas o álbum todo é algo que você só ouve uma vez pela curiosidade e depois passa a viver de LIKEY mesmo. Nem é por maldade não, Twicetagram simplesmente não tem a intenção de possuir um replay factor, ele só vale para uma diversão casual e ocasional, pois você provavelmente terá coisa melhor para ouvir.

ALBUM REVIEW #20: Girls’ Generation – Holiday Night

Continuando esse clima de feriadão dos mortos, vamos ressuscitar duas coisas de uma vez aqui no blog: A coluna de reviews do blog e o último álbum do SNSD como OT8, “Holiday Night”. Será que esse álbum continua com a crescente de qualidade que Lion Heart começou ou ele é só mais um álbum meia boca como tantos que esse grupo já lançou? Vamos conferir isso agora!

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O ÁLBUM

Holiday Night é, acima de tudo, um trabalho comemorativo do SNSD, tanto pelos 10 anos de carreira quanto por ainda ser um dos principais girlgroups do K-pop. Logo, o álbum em si tem um clima festivo, uma sonoridade mais divertida na qual elas reforçam a identidade retrô já utilizada no Lion Heart, mas a força do álbum foge do estilão mais tradicional de um retrô 50s/60s e passa pelos sons mais festivos e dançantes dos anos 70/80, o que foi um grande acerto do grupo para esse projeto pois SNSD funciona melhor nesse pop sem muito propósito além de divertir e ser chiclete. As vezes a gente só precisa de músicas que falam para a gente fazer festa a noite toda mesmo, e SNSD é bem efetivo aqui.

Dito isso, Holiday Night poderia ter se jogado mais na sonoridade retrô e fazer um álbum totalmente nesse estilo ao invés de colocar os mesmos fillers de sempre. Principalmente nas faixas mais lentas do álbum, onde nem tentam algo novo. Aí fico com aquela mesma impressão que já tive aqui fazendo reviews de outros álbuns coreanos: Se pegarmos só as faixas high profile do álbum, Holiday Night se tornaria um ótimo EP. Temos que considerar que coreano adora esse tipo de midtempo inespecífica também (Olha o tanto de músicas nesse estilo que hitaram por lá esse ano), mas elas acertaram em basicamente todas as faixas que seguiam a proposta do álbum (Mesmo que de marcante e memorável só All Night de fato e Holiday pela exposição), então dava pra seguir isso até o fim também.

Mas não vou arrastar na lama desse jeito o álbum coreano mais consistente do SNSD. Tudo bem que a discografia coreana delas é bomba atrás de bomba, mas Holiday Night é realmente um álbum muito bom, com uma tracklist interessante no geral e com uma boa progressão, onde temos boas faixas que seguram o álbum muito bem até dar aquela perda de gás comum em fim de álbum coreano. Tecnicamente correto e de sonoridade envolvente (Que não me empolga em querer ouvir sempre, mas que é sempre bom quando tenho vontade de dar o play nesse álbum).

FAIXA A FAIXA

O álbum começa com “Girls Are Back” e a sonoridade funky que parece que virou obrigação existir em todos os atos da SM. A única função de Girls Are Back é a de reforçar o lado retrô que o grupo veio criando nos últimos anos, porque a faixa acaba sendo meio que zona comum na sua proposta e sem muito impacto para abrir um álbum (O refrão segura as pontas mas não é o suficiente). Dentro do álbum ela funciona bem, é legal de ouvir, mas eu posso ouvir faixas do SHINee no mesmo estilo que ganho mais, entendem? Não é como se fosse essencial ouvir essa música, ainda mais com o bop que vem depois disso.

“All Night” é o melhor single coreano do SNSD desde Genie (The Boys/Run Devil Run/Oh! humilhadas sim) e fácil a melhor tentativa retrô do SNSD (Além de ser o destaque do álbum). All Night foge do óbvio inserindo um refrão house no meio do disco 80’s, dando um clima de modernidade em uma festa back in the day. É atual, é divertida, tem elementos no instrumental ótimos, os vocais estão muito bem adequados ao som e a evolução da música é incrível, o que torna tudo viciante. Já “Holiday” serviu como o single principal do álbum, e ela é extremamente cômica de ouvir. SNSD se levando a sério demais em coisas como The Boys, I Got A Boy e You Think nunca funcionaram comigo, pois a graça do SNSD na Coreia era de possuir faixas leves, divertidas e pop (No Japão era um pouco diferente, mas por conta dos singles japoneses serem melhores num todo) que grudam na cabeça e te dão uma sensação feliz. “Holiday” consegue isso, no fim das contas, e uma faixa que fiquei meio “meh” no início acabou se tornando um dos meus vícios do ano.

“FAN” já deixa a diversão de lado e vem com uma carga mais dramática em seu som, sem perder as referências retrô. Eu não vou discordar de quem diz que esse é o ápice da faixa que faz as Soshis brilharem como grupo e coisa e tal, mas eu acho os versos e (principalmente) o pré-refrão tão… melhores. E é simplesmente isso, uma faixa boa com um refrão que não funcionou como deveria comigo. Já “Only One” é o tipo de midtempo na qual só é feita para mostrar os vocais melódicos que as integrantes podem executar e segurar bem uma faixa do tipo. É só esquecível como faixa e no meio do álbum com destaques mais positivos, mas funcionaria numa playlist acústica coreana, por exemplo.

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Quando chegou “One Last Time” e vi todo mundo comentando que era uma balada boa do SNSD eu relutei em acreditar porque… Né, SNSD fazendo balada boa em coreano? Mas cá estamos, em 2017, e temos SNSD entregando uma balada elegante e melódica no ponto certo. Muito provavelmente isso tenha saído da gaveta de demos para o 40º solo da Taeyeon, mas e daí, né, está agregando muito bem ao álbum e se elas acertaram na balada, vão acertar em todo o resto né? Bom, não exatamente, mas antes disso vem o último highlight do álbum “Sweet Talk”, um pagodão mais jazzy e mais descontraído, retomando a aura retrô que as duas faixas anteriores haviam deixado um pouco de lado. Quem diria que um álbum do SNSD seria consistente em termos de conceito do álbum, né?!

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“Love Is Bitter” já é aquela midtempo que nos avisa que o álbum está acabando. Ele mantém o clima de Sweet Talk, o que acaba ganhando alguns pontos na tracklist, mas sozinha não faz muito por ninguém. Mas o refrão interessante, tanto pela melodia quanto pela interpretação. “It’s You” e “Light Up The Sky” terminam o álbum sendo fillerzões inofensivos que qualquer girlgroup faz (Não com o nível vocal do SNSD nessas faixas, mas entrega sem problemas), com a 1ª sendo mais acústica e na mesma linha de pop com violão que “Only One” tem, só que menos forte e mais chatinha de ouvir, e a 2ª fazendo a linha de baladinha mais tradicional que emula outras 500 baladinhas tradicionais de girlgroup.

VALE A PENA OUVIR?

Holiday Night acaba sendo o trabalho mais coeso e recomendável do SNSD na Coreia para o cidadão comum. Ele tem um conceito e não se perde nele, tem faixas boas e consistentes e até as faixas mais fracas não são ruins de fato (Dispensáveis, mas não ruins). É um bom álbum comemorativo, e mesmo que ele não me empolgue tanto em ouvir mais e mais vezes, o mais justo que tenho a dizer é que vale dar uma conferida em um dos melhores álbuns das Soshis.