Album Review

ALBUM REVIEW #20: Girls’ Generation – Holiday Night

Continuando esse clima de feriadão dos mortos, vamos ressuscitar duas coisas de uma vez aqui no blog: A coluna de reviews do blog e o último álbum do SNSD como OT8, “Holiday Night”. Será que esse álbum continua com a crescente de qualidade que Lion Heart começou ou ele é só mais um álbum meia boca como tantos que esse grupo já lançou? Vamos conferir isso agora!

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O ÁLBUM

Holiday Night é, acima de tudo, um trabalho comemorativo do SNSD, tanto pelos 10 anos de carreira quanto por ainda ser um dos principais girlgroups do K-pop. Logo, o álbum em si tem um clima festivo, uma sonoridade mais divertida na qual elas reforçam a identidade retrô já utilizada no Lion Heart, mas a força do álbum foge do estilão mais tradicional de um retrô 50s/60s e passa pelos sons mais festivos e dançantes dos anos 70/80, o que foi um grande acerto do grupo para esse projeto pois SNSD funciona melhor nesse pop sem muito propósito além de divertir e ser chiclete. As vezes a gente só precisa de músicas que falam para a gente fazer festa a noite toda mesmo, e SNSD é bem efetivo aqui.

Dito isso, Holiday Night poderia ter se jogado mais na sonoridade retrô e fazer um álbum totalmente nesse estilo ao invés de colocar os mesmos fillers de sempre. Principalmente nas faixas mais lentas do álbum, onde nem tentam algo novo. Aí fico com aquela mesma impressão que já tive aqui fazendo reviews de outros álbuns coreanos: Se pegarmos só as faixas high profile do álbum, Holiday Night se tornaria um ótimo EP. Temos que considerar que coreano adora esse tipo de midtempo inespecífica também (Olha o tanto de músicas nesse estilo que hitaram por lá esse ano), mas elas acertaram em basicamente todas as faixas que seguiam a proposta do álbum (Mesmo que de marcante e memorável só All Night de fato e Holiday pela exposição), então dava pra seguir isso até o fim também.

Mas não vou arrastar na lama desse jeito o álbum coreano mais consistente do SNSD. Tudo bem que a discografia coreana delas é bomba atrás de bomba, mas Holiday Night é realmente um álbum muito bom, com uma tracklist interessante no geral e com uma boa progressão, onde temos boas faixas que seguram o álbum muito bem até dar aquela perda de gás comum em fim de álbum coreano. Tecnicamente correto e de sonoridade envolvente (Que não me empolga em querer ouvir sempre, mas que é sempre bom quando tenho vontade de dar o play nesse álbum).

FAIXA A FAIXA

O álbum começa com “Girls Are Back” e a sonoridade funky que parece que virou obrigação existir em todos os atos da SM. A única função de Girls Are Back é a de reforçar o lado retrô que o grupo veio criando nos últimos anos, porque a faixa acaba sendo meio que zona comum na sua proposta e sem muito impacto para abrir um álbum (O refrão segura as pontas mas não é o suficiente). Dentro do álbum ela funciona bem, é legal de ouvir, mas eu posso ouvir faixas do SHINee no mesmo estilo que ganho mais, entendem? Não é como se fosse essencial ouvir essa música, ainda mais com o bop que vem depois disso.

“All Night” é o melhor single coreano do SNSD desde Genie (The Boys/Run Devil Run/Oh! humilhadas sim) e fácil a melhor tentativa retrô do SNSD (Além de ser o destaque do álbum). All Night foge do óbvio inserindo um refrão house no meio do disco 80’s, dando um clima de modernidade em uma festa back in the day. É atual, é divertida, tem elementos no instrumental ótimos, os vocais estão muito bem adequados ao som e a evolução da música é incrível, o que torna tudo viciante. Já “Holiday” serviu como o single principal do álbum, e ela é extremamente cômica de ouvir. SNSD se levando a sério demais em coisas como The Boys, I Got A Boy e You Think nunca funcionaram comigo, pois a graça do SNSD na Coreia era de possuir faixas leves, divertidas e pop (No Japão era um pouco diferente, mas por conta dos singles japoneses serem melhores num todo) que grudam na cabeça e te dão uma sensação feliz. “Holiday” consegue isso, no fim das contas, e uma faixa que fiquei meio “meh” no início acabou se tornando um dos meus vícios do ano.

“FAN” já deixa a diversão de lado e vem com uma carga mais dramática em seu som, sem perder as referências retrô. Eu não vou discordar de quem diz que esse é o ápice da faixa que faz as Soshis brilharem como grupo e coisa e tal, mas eu acho os versos e (principalmente) o pré-refrão tão… melhores. E é simplesmente isso, uma faixa boa com um refrão que não funcionou como deveria comigo. Já “Only One” é o tipo de midtempo na qual só é feita para mostrar os vocais melódicos que as integrantes podem executar e segurar bem uma faixa do tipo. É só esquecível como faixa e no meio do álbum com destaques mais positivos, mas funcionaria numa playlist acústica coreana, por exemplo.

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Quando chegou “One Last Time” e vi todo mundo comentando que era uma balada boa do SNSD eu relutei em acreditar porque… Né, SNSD fazendo balada boa em coreano? Mas cá estamos, em 2017, e temos SNSD entregando uma balada elegante e melódica no ponto certo. Muito provavelmente isso tenha saído da gaveta de demos para o 40º solo da Taeyeon, mas e daí, né, está agregando muito bem ao álbum e se elas acertaram na balada, vão acertar em todo o resto né? Bom, não exatamente, mas antes disso vem o último highlight do álbum “Sweet Talk”, um pagodão mais jazzy e mais descontraído, retomando a aura retrô que as duas faixas anteriores haviam deixado um pouco de lado. Quem diria que um álbum do SNSD seria consistente em termos de conceito do álbum, né?!

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“Love Is Bitter” já é aquela midtempo que nos avisa que o álbum está acabando. Ele mantém o clima de Sweet Talk, o que acaba ganhando alguns pontos na tracklist, mas sozinha não faz muito por ninguém. Mas o refrão interessante, tanto pela melodia quanto pela interpretação. “It’s You” e “Light Up The Sky” terminam o álbum sendo fillerzões inofensivos que qualquer girlgroup faz (Não com o nível vocal do SNSD nessas faixas, mas entrega sem problemas), com a 1ª sendo mais acústica e na mesma linha de pop com violão que “Only One” tem, só que menos forte e mais chatinha de ouvir, e a 2ª fazendo a linha de baladinha mais tradicional que emula outras 500 baladinhas tradicionais de girlgroup.

VALE A PENA OUVIR?

Holiday Night acaba sendo o trabalho mais coeso e recomendável do SNSD na Coreia para o cidadão comum. Ele tem um conceito e não se perde nele, tem faixas boas e consistentes e até as faixas mais fracas não são ruins de fato (Dispensáveis, mas não ruins). É um bom álbum comemorativo, e mesmo que ele não me empolgue tanto em ouvir mais e mais vezes, o mais justo que tenho a dizer é que vale dar uma conferida em um dos melhores álbuns das Soshis.

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ALBUM REVIEW #19: EXO – The War (18.07.2017)

Daí que contrariando todas as leis para se ter senso crítico com música, como ler as teorias mirabolantes que a fanbase inventa, ser um fã de EXO para comentar as porcarias que EXO lança ou ter um certificado musical que prove que sou o Brave Brothers ou algum produtor do tipo, aqui estou eu dando alguns pitacos sobre “The War”, o mais novo million seller que EXO garantirá (Ou deve garantir) e que deve levar aqueles prêmios de álbum do ano na Coreia que só levam a sério quando é o fave que ganha. Mas enfim, será que faz justiça a tudo isso ou é só mais um amontoado de filler que a fanbase engole com muita água? Vamos conferir:

Artista: EXO
Álbum: The War
Lançamento: 18/07/2017
País: Coreia do Sul
Nota do blog: 67/100 (Bom)
Top 5: The Eve, What U Do?, Touch It, Ko Ko Bop, Going Crazy
Ouça legalmente: No Spotify, para darem alguma relevância pro EXO no ocidente

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ALBUM REVIEW #17: AI – WA to YO

Mais uma review de álbum no ar, e dessa vez com outro álbum duplo: AI resolveu juntar o Japão com o ocidente no double disc WA to YO, seu 1º álbum de inéditas desde MORIAGARO, lançado em 2013. Quem conhece AI sabe que o álbum vem repleto de gritos, extensões e R&B/Urban dos bons, mas será que as músicas serão tão boas assim? Vem ouvir comigo esse “novíssimo” e, já adiantando, surpreendente 11º álbum da cantora.

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Artista: AI
Álbum: WA to YO
Lançamento: 07/06/2017
País: Japão
Nota do blog: 90/100 (Ótimo/Perfeito)
Top 5: Wonderful World, WHAT I WANT, Welcome To My City, Saigo wa Kanarazu Seigi ga Katsu, Sweet Nothing’s
Ouça legalmente: No Spotify, viu, suas frequentadoras de site de download ilegal

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ALBUM REVIEW #16: IU – Palette (21.04.2017)

Nos primeiros dias de vocês respondendo o formulário eu percebi que uma boa parcela curte muito as reviews que faço aqui e queriam mais reviews de álbuns no blog, o que foi uma surpresa para mim pois eu curto fazer reviews de álbum mesmo sem a frequência desejada. Mas antes de sair prometendo mais reviews, vou primeiro fazer os que já tinha prometido fazer em algum momento desse ano e botar um pouco de ordem na casa. A começar por IU e o seu 4º álbum de estúdio, Palette, que você lê agora.

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Artista: IU
Álbum: Palette
Lançamento: 21/04/2017
País: Coreia do Sul
Nota do blog: 64/100 (Bom)
Top 5: Jam Jam, Black Out, Palette, Dlwlrma, And So Love Is
Ouça legalmente: Através do Spotify, seus adoradores de download no k2nblog

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ALBUM REVIEW #15: Natsume Mito – NATSUMELO

Eu não estava com muita intenção de dar um review para o álbum da nação NATSUMELO, mas acabei decidindo fazer pois esse deve ser o único lugar onde o álbum vai ganhar algum praise ao invés da piada pronta que a carreira de Natsume Mito já é. Então a fanbase de 7 pessoas da cantora já pode ficar contemplada com um álbum review para NATSUMELO que não tenha nota final abaixo de 2,0 né?! Comentários sobre o álbum logo abaixo.

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Artista: Natsume Mito
Álbum: NATSUMELO
Lançamento: 26/04/2017
País: Japão
Nota do blog: 56/100 (Regular/Bom)
Top 5: NATSUMELO, I’ll do my best, Nemunemu GO, 8-bit Boy, Puzzle
Ouça legalmente: Sim, NATSUMELO agora se encontra no Spotify

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ALBUM REVIEW #13 / #14: Koda Kumi – W FACE

Koda Kumi foi a 1ª solista feminina em 47 anos a emplacar dois álbuns de inéditas nas duas primeiras posições da Oricon na mesma semana (Nota: Outras solistas como Ayumi Hamasaki e Kana Nishino também conseguiram esse feito nesse tempo mas com coletâneas), porque Kodão analisa em qual semana os lançamentos são de artistas que estão mais na merda do que ela para seus álbuns conseguirem a glória, mesmo que estejam vendendo 20 mil cópias cada. A pergunta que fica é: W FACE é bom o bastante para justificar o #1 ou ruim o bastante para somente 20 mil pessoas se interessarem em consumir o projeto? Isso vocês verão agora com o inédito album review DUPLO de ~Inside~ e ~Outside~:

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Artista: Koda Kumi
Álbum: W FACE ~Outside~
Lançamento: 08/03/2017
País: Japão
Nota do blog: 68/100 (Bom)
Top 5: Shhh !, Insane, W FACE, Cupcake (feat. AKLO), Damn Real
Ouça legalmente: Ouça o sucessão #1 de Kodão no Spotify

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Artista: Koda Kumi
Álbum: W FACE ~Inside~
Lançamento: 08/03/2017
País: Japão
Nota do blog: 41/100 (Regular)
Top 5: Promise You, BRIDGET SONG, Bring It On, My Fun e What’s Up
Ouça legalmente: E entenda porque ela foi barrada justamente pelo Outside

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ALBUM REVIEW #12: Taeyeon – My Voice (28.02.2017)

Demorou 2 meses, mas o primeiro álbum do mainstream asiático mais comentável saiu para o 1º album review do ano. O investimento na carreira solo da Taeyeon finalmente rendeu seu 1º full album com o nome mais clichê que poderia esperar de Taeyeon: My Voice. Mas não são só de nomes ruins que são feitos álbuns bons, então vamos ver o que Taeyeon teve a oferecer em suas 12 faixas e se esse álbum faz o jus ao fato dela estar se tornando (Aos poucos) a principal solista da SM.

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Artista: Taeyeon
Álbum: My Voice
Lançamento: 28/02/2017
País: Coreia do Sul
Nota do blog: 64/100 (Bom)
Top 5: Feel So Fine, Color Up, Fine, I’m OK, Eraser
Ouça legalmente: Financie a carreira solo da Taeyeon no Spotify para acabar de uma vez com o SNSD

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